22-04-2019 - Cultos em casas particulares crescem na China, apesar da forte perseguição

A igreja cristã na China está a passar por “intensificação da perseguição como não se viu nos últimos 40 anos”, segundo fiéis.
Ações do Partido Comunista, como a retirada de símbolos religiosos, invasão e demolição de prédios, destruição de mobiliários e proibição de determinados textos bíblicos têm sido relatadas pelos Cristãos perseguidos no país.
Desde fevereiro de 2018, pelo menos 4 mil comunidades protestantes foram vandalizadas ou reprimidas em toda a China. Cristãos, principalmente os idosos, são coagidos a abandonar a fé se não quiserem perder benefícios assistenciais. Centenas de pastores foram presos, como tentativa das autoridades de reprimir as atividades religiosas.
Nesse contexto de forte repressão, capitaneada pelo regime liderado pelo presidente chinês Xi Jinping, as casas particulares acabam se transformando em igrejas clandestinas, onde os cristãos se reúnem para cultuar a Deus. Quando descobertas, estas reuniões viram alvo das autoridades e são acusadas de igrejas não oficiais.
A Igreja Protestante da Rocha foi reprimida por violar os regulamentos sobre atividades religiosas. A comunidade é uma igreja não registada numa casa particular que por muito tempo ficou na mira das autoridades. Dou Shaowen, um dos pastoresr da Igreja da Rocha, foi condenado a um ano de prisão em 2009 por “atividades ilegais”.
O encerramento final da Igreja da Rocha ocorreu no último dia 6 de março em Zhengzhou, quando as autoridades cortaram a luz do prédio, removeram todos os sinais religiosos e lacraram a entrada.
Em 2 de janeiro, mais de 40 pastores das Igrejas Three-Self, na cidade de Ningde, na província de Fujian, sudeste da China, foram convocados pelas autoridades. Os funcionários da United Front Workshop queriam informações de registo de crentes das igrejas Three-Self que se juntaram a igrejas não controladas.
Um dos líderes de uma igreja Three-Self disse que as abordagens recorrentes do governo estão a tornar a igreja uma unidade cada vez mais controlada pelo regime comunista.
Desde que os novos regulamentos para atividades religiosas foram lançados, o trabalho das comunidades protestantes está a tornar-se impossível. Os novos regulamentos prevêem prisões, multas e apreensões de edifícios onde são realizadas reuniões que não são controladas por associações patrióticas, regidas pelo regime comunista.
Desde fevereiro de 2018, quando os regulamentos foram aprovados, pelo menos 4 mil comunidades protestantes foram vandalizadas ou reprimidas em toda a China. Os encerramentos estão concentrados principalmente em Zhejiang e Henan, onde há um crescimento em conversões ao Cristianismo.
A China alega que as igrejas podem funcionar, desde que sejam assinaladas, recebebam elementos de outras religiões como o budismo e doutrinação política. Além disso, elas precisam cumprir diversos requisitos. Não realizar eventos religiosos em larga escala. Não aceitar doações. Não compilar, imprimir ou lançar publicações religiosas de uso interno. Não vender suprimentos religiosos, obras de arte ou publicações. Não colocar símbolos religiosos externos (cruzes, placas de nome da igreja, etc.). Não conduzir treinamentos religiosos. Não realizar atividades sociais (incluindo atividades de caridade). Não permitir que estrangeiros participem das atividades da igreja. Não aceitar doações estrangeiras.
Somente depois de completar esses requisitos, o local poderá ser autorizado a realizar reuniões.
- in Guia-me




