31-01-2019 - Professor investigado por expor diferenças biológicas entre homens e mulheres

A esquizofrenia ideológica da ala progressista da sociedade causou uma situação surreal: um professor está a ser investigado na Suécia por afirmar que homens e mulheres são, biologicamente, diferentes.
O famoso professor Dr. Germund Hesslow está sob investigação da Universidade de Lund, na Suécia, após um dos seus alunos o acusar de “transfobia” e “antifeminismo” por ter dito, durante uma aula, que existem diferenças biológicas entre homens e mulheres, facto que poderia ser constatado apenas com a compreensão de que ambos têm genitálias distintas.
A queixa contra o professor, influenciada pela ideologia de género amplamente difundida no mundo ocidental, gerou enorme repercussão no mundo académico. Hesslow, que é Ph.D em neurociência desde 1987, recusou-se a retirar a sua declaração ou fazer um pedido de desculpas.
Segundo informações da emissora Russia Today (RT), o princípio da confusão foi uma aula do curso Património e Meio Ambiente, ministrado na universidade. Hesslow citou pesquisas publicadas que ajudaram a construir a conclusão científica de que existem diferenças entre homens e mulheres “biologicamente fundamentadas”.
Em seguida, o professor fez uma ponderação a respeito da agenda “progressista”, afirmando que géneros não podem, segundo a ciência, serem considerados apenas “construções sociais”.
Uma aluna então reagiu, dizendo que as afirmações do professor eram contrárias à “base de valores” sueca, que exige que todas as escolas do país devem aderir uma política de defesa de valores que inclua igualitarismo, liberdade individual e igualdade entre os sexos.
Em resposta, Hesslow disse que alguns estudantes, “por razões ideológicas”, não gostam de ouvir certos factos científicos sobre diferenças biológicas entre homens e mulheres, e acrescentou que os comentários que motivaram a queixa não eram necessariamente parte do material do curso, mas que eram respostas às perguntas dos alunos durante a palestra.
“Se responder a essa pergunta está sob severa pressão de tempo, tem que ser extremamente breve – e eu usei palavras que eu acho que eram completamente inócuas, e que aparentemente o aluno não fez”, disse Hesslow, que foi chamado para uma reunião com o presidente do conselho da universidade para a Educação Médica.
As queixas contra o professor foram de que ele mantinha uma “agenda pessoal antifeminista“. No final da reunião, Hesslow foi orientado a “distanciar-se” de dois comentários específicos: que as mulheres gays têm uma “orientação sexual masculina” e que a transexualidade é “uma questão de definição”.
O professor recusou retratar-se dos seus comentários, dizendo que já havia “feito o suficiente” para “explicar e defender” a sua escolha de palavras: “Em algum momento, é preciso pedir um senso de proporção entre os envolvidos. Se fosse aceitável que os alunos gravassem palestras para encontrar fórmulas comprometedoras e envolvessem o corpo docente com reuniões e longas cartas, deveríamos deixar a educação médica completamente“, disse ele numa resposta escrita ao presidente do conselho.
Além disso, o professor também negou ter uma “agenda política” e disse que a sua única agenda era permitir que os factos científicos, e não a “nova sabedoria” convencionada, orientassem os processos universitários: “Ideologia, política e preconceito formam a perspectiva convencional, não a ciência”, finalizou.
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