22-01-2019 - Comunismo: China estabelece incentivos para os agentes da polícia para prenderem cristãos

A perseguição religiosa aos cristãos na China tem-se intensificado desde o início do ano passado. Determinado em barrar o crescimento do cristianismo no país, o Partido Comunista Chinês, desta vez, chegou ao cúmulo de estabelecer incentivos para que os agentes da polícia prendam os seguidores de Jesus Cristo considerados um risco para o regime de Xi Jinping.
A denúncia foi divulgada pelo ministério Portas Abertas, organização que auxilia os cristãos perseguidos em todo mundo e monitoriza os índices de intolerância religiosa nos países, incluindo a China, que ocupa a posição 43º na sua lista anual de locais onde o cristianismo é mais perseguido.
Segundo informações da revista sobre liberdade religiosa ‘Bitter Winter’, esquadras da polícia da cidade portuária de Dalian estão a receber do Governo chinês avaliações com base no número de cristãos presos.
Um agente da polícia local confirmou que a sua unidade recebeu uma notificação da Secretaria de Segurança Nacional, onde é apresentado um plano de desempenho em uma escala de até 100 pontos, explicando também como muitos cristãos teriam que ser presos.
O agente também informou à revista que se os agentes não cumprirem tais metas, poderão perder os seus empregos. Ao que parece, essa é uma forma explícita de pressionar os agentes para que atendam os interesses de controlo social exercido pelo Partido Comunista Chinês.
O preço dos cristãos
O agente residente em Dalian ainda informou à Bitter Winter que as esquadras da polícia estão a negociar umas com as outras para cumprir as suas cotas. A unidade que já atingiu a sua pontuação média vende por 70 dólares os nomes de cristãos presos.
Essas medidas surgem logo após uma das maiores igrejas cristãs do país ter sido fechada, a Early Child Covenant. Autoridades do Governo alegam que a congregação era ilegal por não ser “registada”.
A exigência de registo, porém, vai muito além do mero cadastro institucional. Diz respeito à submissão da igreja aos interesses ideológicos do Partido Comunista do país, que passa a influenciar a doutrina e até mesmo a forma de culto das congregações a ele filiadas.
Numa carta recente publicada na revista Newsweek e dirigida ao presidente chinês, cristão Johnnie Moore, membro do Conselho Executivo Evangélico de Donald Trump, e o rabino Abraham Cooper, condenaram a perseguição religiosa no país comunista.
“O que o mundo deve pensar sobre um governo que arbitrariamente coloca centenas de milhares dos seus próprios cidadãos em campos de concentração para ‘reeducá-los’, com base apenas na sua religião?”, escreveram eles na carta, segundo o Christian Post.
- in Guiame




