21-01-2019 - “Quando fui em uma igreja que ensinava a Bíblia, foi uma revelação profunda”, diz ex-feminista

Carolyn McCulley é autora, palestrante e cineasta. Hoje cristã, mas ela já teve os seus passos dentro do feminismo. Carolyn conta sua história e diz que cresceu numa época em que o feminismo de segunda onda era muito popular nos Estados Unidos.
“Era algo que fazia parte da cultura. Eu cresci acreditando que as coisas eram assim. A minha mãe levava-me à missa todos os dias, mas eu não ligava a nada. Então, eu só me tornei cristã quando eu estava com quase 30 anos durante uma viagem à África do Sul”, disse em entrevista ao site Voltemos ao Evangelho.
“Nesse interim, eu tive uma experiência num ministério de jovens em que o pastor assediava as jovens mulheres. Então, eu denunciei-o, eu causei polémica na igreja e eu pensei: ‘acabou’. No meu entendimento, eu já tinha visto de tudo na Cristandade, desde o catolicismo até uma forma anti-bíblica de pentecostalismo, e eu estava farta”, relatou.
Carolyn conta que foi nesse período que ela foi para a faculdade. “Comecei a envolver-me com estudos femininos e eles deram-me a ‘resposta’. Eles disseram: ‘O problema são os homens. O problema é o sistema. O problema é o patriarcado’, e eu acreditei”, disse.
“Eu tinha raiva, mas na verdade eu tinha uma vida boa. Eu não tinha motivos para estar com raiva. Só que isso era uma barreira na hora de querer namorar um homem ao mesmo tempo em que tem raiva e fica dizendo que os homens são o problema. Eles acabam por não querer nada consigo. Eu não ligava os pontos”, colocou.
Conversão
“Eu tornei-me cristã aos 30 anos de idade e, quando eu fui a uma igreja que ensinava a Bíblia e cria na Bíblia, foi uma revelação profunda e eu passei a ter que reconciliar duas cosmovisões diferentes.
Carolyn expressou as suas respostas num livro que foi lançado no Brasil chamado “Feminilidade Radical”. “Como podemos entender o delicado equilíbrio entre a influência cultural, a perspectiva histórica e a autoridade bíblica quando se trata de nosso papel como mulheres no lar, no trabalho, na igreja e na cultura?”, questiona a autora.
Ela explica que de alguma forma as três ondas do feminismo impediram a visão de Deus para as mulheres, mas que é possível entender o caminho para se chegar a Deus “no meio da confusão radical da nossa cultura acerca da feminilidade”.
- in Guiame




