18-01-2019 - “Perseguição é uma benção”, afirmou líder cristão chinês antes de ser preso

O governo do presidente chinês, Xi Jinping, lançou uma ofensiva contra a religião no último ano que tem gerado inúmeros casos de perseguição a cristãos. A Igreja Early Rain Covenant, na cidade de Chengdu, no sudoeste do país, foi o seu mais novo alvo. No mês passado, cerca de 100 pessoas foram detidas, ouvidas e libertadas oras depois. Os líderes, contudo, permanecem presos.
Li Yingqiang, um dos principais líderes da Early Rain, havia deixado uma carta aos membros, que agora foi divulgada. São instruções sobre “Como a Igreja deveria enfrentar a perseguição”. Ele assegurou aos fiéis que a perseguição que eles estavam a enfrentar era uma ‘recompensa’, e que os que foram presos antes estavam “dentro da providência soberana e graciosa do Senhor” e Li estava disposto a “participar das provações” deles.
O líder cristão disse que os que estavam sofrendo eram “abençoados” de outra maneira, acrescentando: “Aqueles de nós, irmãos e irmãs que estão na linha de frente da guerra do Evangelho, ganharão grandes riquezas espirituais!”
“Agradeça ao Senhor por estar conosco neste julgamento. Agradeça ao Senhor por nos cultivar de acordo com sua verdadeira Palavra! Agradeça ao Senhor por nos treinar no meio destes dias de dificuldades! Agradeça ao Senhor por nos moldar através da perseguição de hoje! Que o Senhor nos dê grande alegria e verdadeira esperança e nos fortaleça com confiança nele”, escreveu Li.
A sua compreensão é que a perseguição pode se tornar o “padrão” para a Igreja no futuro e alertou que os líderes que permaneceram soltos deveriam assumir a responsabilidade de pastorear a igreja e resistir à pressão do governo. Ele sabe que há uma possibilidade de sua igreja perder o prédio. “Mas se nós tivermos que nos reunir em pequenos grupos e encontrarmos oposição também para fazê-lo, estejamos dispostos a pagar um preço ainda maior para dar testemunho da grande obra do Evangelho em nossas vidas”, pediu. Disse ainda que “o mundo inteiro deve saber que estamos dispostos a receber esta perseguição pelo bem da nossa fé”.




