25-11-2018 - O Irão possui o movimento de “igrejas clandestinas que mais cresce no mundo”, diz missionário

Segundo a nossa lógica comum, quanto maior é a perseguição contra algo, mais rápido esse algo desaparece ou perde as suas forças. Todavia, quando se trata do cristianismo, essa lógica é completamente inversa. É isso o que a história da igreja cristã nos mostra, assim como os relatos da organização missionária iraniana, Heart4Iran Ministries.
Mike Ansari, presidente do Heart4Iran Ministries, um ministério dedicado a auxiliar os cristãos na República Islâmica do Irão, e a evangelizar os povos muçulmanos, explicou ao portal The Christian Post como a igreja cristã tem crescido no seu país, apesar das perseguições.
“A perseguição às minorias tem sido uma constante sob o atual regime islâmico no Irão. Os convertidos iranianos ao cristianismo foram presos e perseguidos como hereges”, disse ele.
No entanto, Ansari explica que isso é fruto do “crescimento histórico e orgânico do cristianismo dentro do Irão, evidenciado por um dos movimentos de igreja clandestina que mais crescem no mundo”.
O Governo iraniano em muitos casos alega que os cristãos são responsáveis por “espalhar propaganda contra o regime”, decretando a prisão deles como forma de conter o avanço do cristianismo, como ocorreu com o crente Yousef Nadarkhani, condenado a 10 anos de prisão em maio desse ano.
“No entanto, com o crescimento da igreja vem a perseguição. Muçulmanos iranianos que se tornam cristãos enfrentam prisões e detenções arbitrárias. A maioria dos indivíduos presos é coagida a divulgar informações sobre suas atividades domésticas e dos seus amigos, sob ameaça de perseguição criminal, ou prisão de familiares”, explica Ansari.
A repressão é tão forte que até ligações telefónicas e o uso da Internet são monitorizados, quando se trata de pessoas que o Governo islâmico julga ameaçar o regime. “Detenções prolongadas sem acusação formal, julgamento ou sentença são comuns”, acrescenta Ansari.
“O governo analisa ativamente as comunicações digitais, monitorizaa as conversas telefónicas e realiza ataques a pessoas de interesse. No entanto, Heart4Iran processa cerca de 700 contatos diários com os iranianos que fazem perguntas sobre Jesus”, relata o missionário.
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