27-10-2018 - Sexualidade é utilizada contra o Evangelho, alerta Russell Moore
Russell Moore crê que a Igreja precisa "recuperar" a sexualidade bíblica.
Russel Moore é presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul (EUA). No seu novo livro ele tenta despertar os cristãos para liderem com vários aspectos da “guerra espiritual” contra a família.
Com o título de “Como a Cruz modela um lar”, os seus escritos abordam tópicos que estão na agenda do dia, como sexualidade e casamento. No capítulo intitulado “Recuperando a sexualidade”, Moore argumenta que a sexualidade na nossa sociedade tornou-se “desequilibrada” e passou a confrontar o Evangelho abertamente nas últimas décadas.
“Desde a Queda, a humanidade está presa nas tentativas de banalizar ou deificar a sexualidade. Veja, por exemplo, a incoerência com que lidamos hoje. De muitas maneiras, o sexo é visto como algo sem tanta importância, pois todos querem ter múltiplos parceiros sexuais ao longo da vida”, destaca.
Paradoxalmante, lembra Moore, o ato sexual ocupa o centro de produções para a TV e o cinema, e é parte integrante de toda a indústria de entretenimento. “A visão cristã da sexualidade é diferente”, enfatizou Moore, “em muitos casos, o que vemos é que usam o sexo como um ato antievangelho”.
Na sua entrevista ao Christian Post, Moore explica que “a sexualidade biblicamente definida, é uma expressão do mistério do próprio Evangelho. Assim como algumas pessoas passam a vida perseguindo a miragem de um cônjuge perfeito, muitas outras perseguem a ilusão de uma sexualidade perfeitamente transcendente, o que é idolatria. Esta é uma das razões pelas quais a Bíblia liga a sexualidade à idolatria com muita frequência tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.”
Refúgio
Moore explica no livro que, quando a cultura secular valoriza a promiscuidade sexual, a confusão de género e a cultura do divórcio, a Igreja deveria levantar-se para mostrar uma visão diferente.
“A Igreja precisa de ser o lugar pronto para receber os refugiados dessa revolução sexual, porque a revolução sexual não pode cumprir as suas promessas. Então, haverá uma multidão de pessoas desiludidas com essas promessas não cumpridas. A Igreja precisa de estar disposta a amar, ajudar e receber as pessoas que ficaram feridas e buscam apoio”, assegura.
Ainda segundo Moore, numa era “obcecada pela sexualidade”, a mensagem cristã “deve inevitavelmente ser diferente do espírito desta época”.
“Na sua carta à igreja de Corinto, o apóstolo Paulo explica o vínculo orgânico e pactual entre marido e mulher. O corpo do marido pertence à esposa e vice-versa. A união de uma só carne, é mais do que uma relação sexual”, destaca.
Elemento espiritual
No meio de todos esses movimentos que usam o sexo como justificativa, Moore diz que há um sério elemento espiritual.
“Satanás procura dividir homens e mulheres, afastando-os uns dos outros através da vergonha e do conflito. A velha serpente ainda faz isso. A relação sexual, para o cristianismo é uma reiteração da união, uma espécie de renovação de votos. Marido e mulher sinalizam assim que eles pertencem um ao outro. Este é um sinal do Evangelho. E isso inclui até mesmo o prazer do amor consumado”, finaliza.
- in Gospel Prime




