16-10-2018 - Andrew Brunson libertado de prisão na Turquia ora por Donald Trump na Casa Branca
Andrew Brunson, libertado após passar quase dois anos preso na Turquia, chegou aos Estados Unidos no dia 13 de outubro. Recebido pelos filhos na base da Base de Andrews, foi imediatamente para a Casa Branca, onde conversou com Donald Trump e diversos políticos.
Brunson, 50 anos, admitiu que temia ser condenado a 35 anos de prisão. “Esse tempo [na cadeia] foi difícil para ele, mas vimos que o Senhor realmente interviu”, disse sua esposa Norine, que o acompanhava.
“De uma prisão turca para a Casa Branca em 24 horas, isso não é mau”, brincou Trump. “Você realmente lutou por nós, de maneira incomum”, agradeceu Brunson, “sabemos que se envolveu”. No final do encontro, os dois ajoelharam e o ministro cristão orou pelo presidente, o maior responsável pela sua libertação.
Desde que foi preso, em outubro de 2016, Brunson esteve no centro de uma queda de braço diplomática entre Washington e Ancara. O governo de Recep Erdogan o acusava de fazer parte de uma “rede de terrorismo” que tentou dar um golpe de Estado. O líder cristão que esteve como pastor por mais de 20 anos numa pequena igreja na cidade de Izmir, sempre negou qualquer envolvimento político.
Tony Perkins, membro da Comissão Internacional sobre Liberdade Religiosa, acompanhou o julgamento no tribunal turco na sexta-feira. Ele conta que havia forte pressão para que deixassem Brunson sair do país. “Precisávamos tirá-lo de lá antes que [o presidente] Erdogan ou alguma autoridade mudasse de ideia.”
Em uma questão de horas, os dois foram até o apartamento de Brunson, juntaram pertences e correram para o aeroporto. Um avião militar levou-os para a Alemanha, onde pôde fazer exames no hospital militar norte-americano. Na madrugada, partiu para os EUA.
A libertação de Brunson era considerada uma das prioridades para os cristãos que trabalham com Trump, como o vice-presidente Mike Pence e Tony Perkins.
Por sua vez, o presidente considera uma vitória diplomática para sua administração. Através do Twitter, ele disse que não havia feito nenhum acordo com a Turquia. Nos últimos meses, por causa da prisão de Brunson, o governo americano havia executado sanções económicas que afetaram a lira turca.
No encontro de hoje, cercados por senadores e funcionários do governo, o Brunson garantiu que orava por Trump e a sua família com frequência. “Eu preciso de oração provavelmente mais do que qualquer outro nesta sala”, admitiu o presidente. Brunsosn ajoelhou-se e intercedeu para que Deus desse “sabedoria sobrenatural” ao governante, através do Espírito Santo, a fim de ter ter um governo de justiça.
- in Washington Post
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