14-09-2018 - Hinário: a relíquia dos adoradores do passado, tão necessária no presente

Christopher N. Phillips fala sobre a importância dos hinos na formação cristã.
A história aqui contada é de Christopher N. Phillips. Ele toma os seus leitores pelas mãos e leva-os a conhecer as primeiras práticas de leitura e os detalhes da vida religiosa dos séculos XVIII e XIX.
O seu livro The Hymnal: A Reading History (O Hinário: Uma Leitura com História) ilustra que os cristãos também são formados pelos hinos e músicas que cantam. Segundo o autor, além da Bíblia, as pessoas também eram formadas teologicamente pelos hinários.
Do ponto de vista moderno, talvez as pessoas considerem esses pequenos livros como acessórios desatualizados de um culto de adoração. “Mas os hinários serviram (e ainda devem servir) para um propósito maior”, segundo o escritor.
Ele conta que os hinários eram usados para ensinar as crianças a ler. Além disso, eram também uma estratégia de unir o povo de Deus. “Hinos de adoração alimentam a personalidade corporativa”, ele explica. Os hinários estavam em toda a parte, não só na igreja, como nas escolas e nos lares.
O que perdemos com a exclusão dos hinários?
Poeticamente, escreveu ele, não só os hinários, mas os livros de forma geral moldam as pessoas quando lidos de maneira especial. “Nós não somos formados apenas pelo conteúdo que lemos, mas pela forma como lemos e também com quem lemos”, disse Phillips.
O período narrado pelo autor é um contraste com os dias atuais. Ele compara a facilidade de segurar um hinário nas mãos, em 1820, com as mãos do século XXI, que digitam rapidamente e fazem com que as pessoas fiquem curvadas diante dos seus ecrãs.
Ele ainda questiona: “Enquanto estamos na igreja a ler a letra de uma música num ecrã, ao domingo de manhã, o que perdemos?”. Segundo Phillips, perdemos muitas coisas, como a capacidade de formar grupos e de nos reunirmos nas casas para cantar, como fazia o povo de Deus no passado.
Para finalizar, ele enfatiza que o hinário conta uma história importante que merece atenção.
“A história do hinário foi escrita por cristãos sinceros e famílias de várias etnias, classes económicas e igrejas”, lembra. O autor espera que essa história ajude os cristãos deste século a recuperar a necessidade da formação espiritual, como família de Deus de toda tribo, língua e nação.
- in Christianity Today




