01-09-2018 - Comerciante cristão perde emprego por pregar o Evangelho

Um comerciante cristão foi proibido de participar de um mercado de rua em Chichester, sul da Inglaterra. Steve Loha tinha uma banca no local há 15 anos. Além de vender relógios e capas de telemóveis, recentemente começou a dar folhetos evangelísticos aos clientes.
Ex-presidiário, ele converteu-se enquanto estava na prisão. Para ele, os folhetos eram uma forma de testemunhar da sua fé em Cristo. Porém, um dos seus clientes reclamou à direção do mercado que o conteúdo era “homofóbico”.
“Muitas pessoas levavam a literatura. Elas estavam a dar ouvidos às boas novas”, explicou num vídeo gravado pela ONG Christian Concern. “Algumas pessoas liam e depois vinham conversar e pediam orações. Era como um ministério”, ressalta Loha.
Ele acredita que o seu evangelismo incomodava alguns dos comerciantes. Em maio de 2017, um homem abriu uma queixa formal porque um dos folhetos dados por Loha tratava a homossexualidade como pecado.
O gerente do Mercado Aberto de Chichester, Brian Nunan, recebeu a participação do material ‘ofensivo’ e decidiu rescindir a licença de Loha. Mesmo oferecendo-se para pedir desculpas por qualquer ofensa, o vendedor cristão ouviu que “o material era extremamente homofóbico e inaceitável” e que “o fanatismo religioso deveria ser erradicado”.
Impedido de trabalhar, Loha entrou com um processo no Tribunal do Condado de Chichester. Após mais de um ano de espera, no passado dia 19 de julho, finalmente o juiz distrital Mark Harvey deu-lhe razão no processo.
Ele recebeu apoio do Centro Legal Cristão, o qual alegou ao tribunal que, no Reino Unido, “hostilidade por causa de orientação sexual não é um delito em si”. Poroutras palavras, a chamada “homofobia” não é um crime, pois não há violência.
Para Loha, tudo o que ocorreu foi muito constrangedor. “Tudo na minha vida é conduzido por Jesus. Deixei a minha vida de crime e recomecei como um pequeno empreendedor honesto, acabei por ser tratado como um criminoso novamente. Isso ocorreu simplesmente por eu querer testemunhar da minha fé”, lamentou.
Com a decisão do juiz, ele poderá voltar a trabalhar no Mercado Aberto de Chichester, mas a luta não acabou, pois, o gerente irá apelar.
O Centro Legal Cristão continuará a acompanhar o caso. Em nota, afirmou que “Steve Loha representa algumas das coisas mais preciosas da humanidade, um homem honesto e trabalhador, um evangelista corajoso que prega aos outros a necessidade de salvação. Ele mereceu justiça, e nós somos iremos continuar a lutar por ele”.
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