18-06-2018 - “Haverá mais islâmicos nas mesquitas que cristãos indo à igreja”, diz ex-muçulmano

O egípcio Michael Youssef, presidente do ministério Leading the Way, vem de família muçulmana. Convertido ao Senhor Jesus Cristo durante a adolescência, ele começou logo a a dar testemunho da sua mudança de vida, tendo experimentado perseguições por ter “apostatado” do Islão.
A sua família mudou-se para a Austrália, de onde ele migrou para os Estados Unidos. Lá o o seu ministério começou a ter repercussão mundial, com programas transmitidos no Médio Oriente e norte da África via satélite.
Numa série de pregações no Reino Unido na última semana, ele falou sobre a necessidade da igreja, enfrentar os “os Golias” modernos.
Youssef fez um apelo aos cristãos europeus: “Nestes tempos desafiadores, marcados pelo desânimo e pelas pessoas que se afastam da fé, quero encorajar os crentes a permanecerem fortes e focados na majestade de Deus”.
Recentemente, completou um ano desde os ataques terroristas de Manchester. Youssef destacou como o aumento da influência islâmica é um dos ‘maiores gigantes’ que os cristãos enfrentam hoje no Ocidente.
“Há terroristas que querem nos destruir, mas dizemos que os aceitamos como são, em vez de tentar trazê-los para Cristo”, lamentou. Segundo eler, a teologia liberal e o discurso fácil da teologia da prosperidade têm causado um grande mal à Igreja. “Há pastores de grandes ministérios, grandes líderes que estão a voltar as costas à verdade”, sentenciou.
A sua análise é que, ao se deixar de pregar o evangelho de Jesus Cristo, e ao moldar-se ao discurso do politicamente correto, fez-se com que não houvesse mais confrontação com o pecado, o que tem resultado na falta de conversão verdadeira. A longo prazo, isso resultou em igrejas fracas e esvaziadas, ao passo que há milhões de imigrantes que levam a sua fé a sério e estão a spalhar uma mensagem que não se preocupa em ser considerada ofensiva ou “politicamente incorreta”.
Os números do crescimento do Islão, na maior parte do Ocidente, comprovam isso. “Nos últimos 20 anos, 500 igrejas em Londres fecharam as suas portas e 423 mesquitas foram abertas. Dentro de cinco anos haverá mais muçulmanos [na Europa] rezando em mesquitas do que cristãos indo à igreja.”
São justamente essas previsões pessimistas que levaram Youssef a tratar isso como um “Golias”: “Mesmo no meio de grandes desafios, vejo que hoje há mais desespero pelo Evangelho puro do que eu alguma vez em 40 anos neste país. Estou a orar pelos líderes cristãos para realmente levantarem a igreja como exército do Deus vivo”.
- in adiberj




