13-06-2018 - Missionário preso na Coreia do Norte revela que evangelizou guarda

Em maio de 2017, o missionário Kim Hak-Song estava num comboio, de regresso a Dandong, na China, a cidade que faz fronteira com a Coreia do Norte, quando membros do serviço de segurança o prenderam.
O governo acusou-o de atos hostis contra a Coreia do Norte e os guardas justificaram a prisão com a alegação de terem provas contra ele. Para sua surpresa, quando perguntou aos seus captores que “atos hostis” ao governo ele teria cometido, foi informado de que o seu crime era a oração.
Assim como os outros dois obreiros cristãos libertados no mês passado, Song trabalhava na Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang, uma escola fundada por crentes e frequentada pelos filhos da elite norte-coreana.
Nascido na China, filho de pais coreanos, Kim Hak Song migrou para os Estados Unidos em meados da década de 1990.
Durante um culto na Igreja Oriental Mission, em East Hollywood, California, ele testemunhou como era a sua vida na prisão norte-coreana. A sua decisão de ir para a Coreia do Norte, como professor, teve a bênção da sua igreja.
Peter Joo, pastor da igreja onde ele estava, explica que “oramos sempre por segurança, pois sabemos o que está a acontecer naquele país”. O missionário Song negou que tenha violado as leis norte-coreanas sobre religião. Mas os representantes do governo mostraram-lhe a cópia de um e-mail que ele enviara aos membros da Igreja Oriental Mission pedindo que orassem pelo povo da Coreia do Norte. Eles também tinham fotos comprovando que ele havia liderado a oração com um grupo de pessoas.
À Igreja, Song disse que não foi torturado durante o período de mais de um ano que passou na prisão, mas passou por muita “dor e luta”. Mesmo assim, isso não acabou com a sua fé.
Durante o tempo em que esteve preso, um dos guardas pediu-lhe que escrevesse sobre o cristianismo. Ele explica que começou com Génesis, o primeiro livro da Bíblia: “Fiquei feliz por ter conseguido comunicar a mensagem de Deus àquele homem”, conta.
O missionário passava muito tempo em oração na sua cela, confessando seus pecados, ntercedendo em favor da sua família. No dia em que foi libertado, pensou que estava simplesmente a ser transferido de cela.
Os guardas disseram-lhe para recolher os seus pertences e perguntaram se havia mais alguma coisa de que ele precisava. A resposta: a sua Bíblia.
Ao entrar no avião de regresso aos EUA, após saber que a sua libertação era um pedido do presidente Donald Trump, ele afirmou que tinha a convicção que “Deus estava a andar connosco.”
O missionário disse que a igreja não poderia duvidar de quem Deus cuida e que “A oração continua a ser muito importante”.
- in Christian Post




