29-03-2018 - Pretendem que “Unicórnio de género” ensine às crianças que o sexo biológico não existe

“A ideologia de género é completamente insana", denuncia intelectual conservador.
O Dr. Jordan Peterson é um dos intelectuais conservadores mais influentes do momento. O seu livro “12 Regras Para a Vida: Um antídoto para o caos” ainda não está disponível em português, mas ele já tem público cativo por aqui devido aos seus vídeos legendados disponíveis nas redes sociais.
Psicólogo clínico, o canadiano Peterson tem influenciado a compreensão moderna sobre a personalidade, sendo considerado um dos maiores defensores da liberdade de expressão, opondo-se continuamente ao discurso da “política da identidade”.
Recentemente ele condenou a doutrinação nas escolas que pretende ensinar aos alunos à ideologia de género, o que ele classifica de “doutrina completamente insana”.
Num podcast publicado recentemente, ele denunciou o uso de personagens como “Unicórnio de Género” ou o “ursinho de pelúcia assexuado” para ensinar às crianças que o sexo biológico não existe, sendo prevalente apenas o sentido psicológico do sexo.
O psicólogo disse que na América do Norte a nova experiência social na sala de aula é a ficha de “identidade de género”, onde as crianças são convidadas a repensar o que os seus pais lhes ensinaram a vida toda. Todos os alunos recebem instruções sobre como podem escolher o “género” que quiserem, ou nenhum, se preferirem.
Sendo um animal mítico, o unicórnio pode ser visto como masculino, feminino, ambos ou mesmo sem sexo (neutro). Algumas escolas chegam a fazer “testes” para saber com quais dessas opções os alunos se identificam.
Unicórnio de género
“Isso é basicamente direcionado para prepará-los antes do ensino secundário e superior. Eles estão incutindo cada vez mais cedo essa tal filosofia de identidade”, destacou, deixando claro que vê “sérios problemas com essa doutrinação”.
“O primeiro problema é ignorar que existem diferenças biológicas entre homens e mulheres. A grande maioria das pessoas sabem o seu sexo biológico e agem de acordo com ele. Então, a ideia de que identidade e biologia são independentes é completamente insana”, conclui Peterson.
“Outro problema é tentar reimaginar o sexo biológico, descrevendo-o como “género”, e dizer que orientação sexual é “fluída” é algo completamente ilógico”, acredita. O psicólogo apontou que todo esse discurso se contradiz toda vez que se alguém fala sobre deixar de ser gay ou procurar terapia para isso.
“O lobby LGBT está totalmente armado contra qualquer coisa que cheire à terapia de conversão e a ideia que você poderia abandonar uma identidade primariamente homossexual”, lembrou. “Isso é ilegal em muitos Estados [do Canadá e dos EUA]. Mas se há uma completa independência entre a biologia, a identidade, a expressão e a preferência sexual, então não há razão para supor que uma pessoa não possa mudar”.
"Se o género é fluido e depende apenas de uma escolha subjetiva, por que criar leis que regulem isso? E por que esse mesmo argumento não pode ser usado pelos conservadores para falar sobre gays que desejam ser hetero?”, questionou.
Para o intelectual, não seria incómodo ver tantas pessoas defendendo um discurso incoerente se elas não tivessem tamanha influência na sociedade contemporânea e apoio mediático.
Parte da fama de Peterson veio em 2016, depois que ele se opôs publicamente ao governo que passou a incluir na Lei dos Direitos e no Código Penal do Canadá a chamada “expressão de género” e a “identidade de género” (transexualidade).
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