04-11-2017 - Reaproximação de protestantes e católicos demonstra necessidade de uma nova Reforma agora entre os Protestantes

A reaproximação de Protestantes e Católicos assinalou a celebração dos 500 anos da reforma, na Alemanha.
Esta reaproximação não se deveu à correção da trajetória errada encetada pela Igreja Católica que provocou a Reforma há 500 anos, mas à degeneração dos atuais Protestantes que têm recaído nos mesmos males. “Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama” (2 Pedro 2:22).
O sermão “Reforma – 500 Anos”, pregado na Igreja em Quinta do Conde, no passado domingo, 29 de outubro, teve na sua fase de conclusão a seguinte quadra escrita pelo orador:
A Reforma terminou, mas a Reforma não findou.
Quanta verdade sepultada ficou de ser ressuscitada?
E quanta degeneração há! … Haja nova reformação já!
Estudemos bem a Norma, e faremos nova Reforma.
Entre outras afirmações consta na mesma conclusão, “Muitas das coisas que foram reformadas – bem reformadas -, já voltaram atrás outra vez, e os chamados Protestantes estão como os Católicos …, em alguns aspetos estão bem piores”.
Na comemoração dos 500 anos da Reforma, a Igreja Evangélica na Alemanha (EKD), a federação que reúne mais de 20 igrejas protestantes alemãs, quis deixar para trás o aspecto divisionista do movimento iniciado por Lutero e focou-se no ecumenismo e na aproximação com os Católicos.
Durante a cerimónia na igreja, foram convidados líderes Católicos, Ortodoxos e da comunidade Judaica.
O bispo Heinrich Bedford-Strohm, presidente do Conselho da EKD, estendeu simbolicamente as mãos dos Protestantes aos Católicos. Num discurso direcionado ao papa Francisco, disse: “Quando vier a Wittenberg, vamos recebê-lo de todo o coração”.
Junto com o cardeal Reinhard Marx, presidente da Conferência dos Bispos da Alemanha, Bedford-Strohm entregou uma cruz ao presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, e disse que os cristãos devem promover a reconciliação e a paz.
O cardeal Reinhard Marx aproveitou o momento para pedir a reunificação das igrejas cristãs. “É o que defendo e pelo que rezo e trabalho há anos”, disse em artigo.
Ah, quanta degeneração há! … Haja nova reformação já!
Estudemos bem a Norma, e faremos nova Reforma.




