14-08-2017 - Uma tribo africana milenar transformada pela verdade do Evangelho

Uma tribo Africano chamada pigmeus Batwa, viveu durante séculos em cavernas e árvores, caçando na selva. Há 25 anos o governo do Uganda tirou-os para fora da floresta e deixou-os desamparados. Agora, um ministério Cristão está a ajudá-los a reconstruir as suas vidas.
Das profundezas das exuberantes florestas africanas ... chega a história de uma das tribos mais antigas do continente.
Nós costumávamos viver como animais na selva, diz Jovanis Nyirakayanje, pigmeu Batwa.
Jovanis Nyirakayanje é um pigmeu Batwa.
Durante séculos, o seu povo vivia na floresta chuvosa.
Nós fumávamos, bebíamos, praticávamos bruxaria. Nós adorávamos o diabo, indica Nyirakayanje.
O Dr. Scott Kellerman, um médico americano, estuda os Batwa.
Eles são muito pequenos, como uma média de um metro e vinte centímetros de altura. Caçavam com flechas ou redes envenenadas, e colhiam o fruto das árvores ou raízes do solo, diz Kellerman.
As suas vidas giravam em torno da floresta de Bwindi, no sudoeste do Uganda.
Na verdade, eles eram anteriores à idade da pedra. Eles não tinham ferramentas de pedra. Portanto, há poucos registos dos Batwa, precisou Kellerman.
Os Batwa eram conhecidos como os guardiões da floresta. Mas isso mudou em 1992, quando o governo de Kampala, capital do Uganda, decidiu mudar o seu habitat para um parque nacional e o lugar dado aos gorilas de montanha em perigo de extinção.
Há cerca de 750 gorilas de montanha no mundo e 350 vivem na floresta de Bwindi.
Assim, o resultado foi que os Batwa foram expulsos da floresta, diz Kellerman.
Depois de viverem durante séculos em cavernas e árvores, os Batwa eram refugiados sem terra, sem comida, sem roupa ou abrigo.
Eles saíram da selva, para um mundo que se voltou contra eles.
As pessoas não lhes davam trabalho porque pensavam que estes pigmeus eram como animais, diz Gerald Tugume, pastor entre os pigmeus Batwa.
Tugume Gerald e a sua esposa Barbara decidiram ajudar alguns Batwa.
Eles mudaram-se da sua casa na capital do Uganda, para a pequena aldeia de Kisoro, na borda da floresta equatorial a fim de começarem um ministério entre os pigmeus.
Foi a primeira vez que alguém nos falou do Senhor Jesus Cristo. Éramos servos do diabo, mas ouvimos que Cristo morreu pelos pecados. Isso mudou as nossas vidas, detalhou Nyirakayanje.
E foi assim que começou a primeira igreja Batwa pigmeu na região.
Às vezes chegam a reunir-se mil pigmeus com a igreja, diz Gerald Tugume.
Eles também criaram uma escola entre os pigmeus.
E agora, eles que ram caçadores, aprendem a ser agricultores.
As mulheres também aprendem novas habilidades.
Mas a necessidade é enorme. Se pode imaginar a pobreza que existe em todo o mundo, estes são os mais pobres dos pobres, diz Tino Qahoush, cineasta.
Depois de várias viagens, Tino Qahoush, documentarista e pós-praduado da Universidade Regent, decidiu envolver-se.
Ele tem envolvido grupo de igrejas na Suécia para apoiar os cristãos Batwa com material escolar, sapatos e roupas para crianças. Eles também lhes têm construído pequenas casas.
O que eu gosto deste ministério é o facto de eles estarem a cuidar bem dos pigmeus Batwa, facultando-lhes alguns recursos para que se mantenham, precisou Tino Qahoush.
Ninguém sabe ao certo, mas estima-se que ainda haja dezenas de milhares de Batwa, que não ouviram o nome do Senhor Jesus Cristo.
Como Cristo fez por mim, eu acho que a Sua mensagem de salvação vai mudar a vida da minha tribo, diz Nyirakayanje.
Por agora, Gerald acolhe os cristãos a se juntar na aventura de pregar um dos povos mais não alcançados do mundo.
Precisamos de pessoas que orem connosco, para que Deus possa usar-nos para atingir o maior número possível de pigmeus, conclui Gerald Tegume.




