22-07-2017 - Menino de 11 anos processa a mãe por ter levado um estalo

Aconteceu na Corunha, em Espanha. Uma criança de 11 anos moveu uma ação judicial contra a própria mãe depois de esta lhe ter dado um estalo, conta o diário espanhol El Mundo.
O juiz acabou por ilibar a mãe, dizendo que o estalo foi “justificado” e que a criança sofre de “síndrome de imperador”.
O relato foi ouvido no Tribunal Penal 2 da Corunha, em Espanha. Uma criança de 11 anos levou a cabo uma acção judicial contra a sua mãe por esta lhe ter batido, noticia o El Mundo. O juiz ilibou a mulher, dizendo tratar-se de um acto “justificado”.
De acordo com o que foi ouvido durante julgamento e relatado por aquele jornal espanhol, a mulher terá dado um estalo ao filho depois de este se ter recusado a preparar o pequeno-almoço e de lhe ter atirado o telemóvel.
Em discussão entraram também casos anteriores, sobre os quais a criança alegou ter sido magoada fisicamente pela mãe. Arranhões e outros ferimentos terão levado a criança a necessitar de assistência médica, escreve o El Mundo.
No entanto, “os actos foram pontuais e tiveram a provocação do menor”, que demonstra “falta de apreço pela autoridade materna”. Foi assim que o juiz José Antonio Vázquez Taín, surpreendido com o caso, respondeu à denúncia da criança sobre a sua progenitora.
Além de uma pena de 35 dias de trabalho comunitário, o Ministério Público exigiu que fosse negado à mãe o direito de comunicar com o filho, sobre o qual deveria manter uma distância mínima de 50 metros durante seis meses. A acusação pretendia ainda que a mulher fosse impedida de transportar armas.
O menor alegou legitimidade perante as suas acções, dizendo que “estava a ouvir música no seu novo telemóvel topo de gama” e que não queria ser incomodado. A resposta não agradou ao juiz, que aproveitou a ocasião para lembrar à criança da “sorte” que este tinha em sequer ter acesso àquele tipo de tecnologia, “cujo preço iguala o rendimento com que mais de 50% da população espanhola é obrigada a viver mensalmente”.
O juiz propôs, em tribunal, que o comportamento da criança fosse seguido por especialistas para uma “correcção imediata”, evitando que as suas atitudes afectem terceiros. Ainda de acordo com José Antonio Taín, a denúncia demonstra a necessidade de autoridade da criança perante a figura materna e prova que o menor sofre de “síndrome de imperador”.
Os designados “filhos imperadores” são crianças resistentes às ordens dos seus progenitores e outros responsáveis, podendo adoptar comportamentos violentos sobre os mesmos.
Comentário
A Bíblia explica assim:
"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
"Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, DESOBEDIENTES A PAIS E MÃES, ingratos, profanos,
"Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons" (2 Timóteo 3:1-3)




