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Servindo entusiasticamente,
com amor e temor,

para em tudo te enriquecer em Cristo, em toda a Palavra, em todo o conhecimento (1 Coríntios 1:5).

Testemunhos

Dário Botas

Como morrer em Cristo tem mais valor do que nada.

José Jacinto Carvalho

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Sermões e Estudos

David Gomes 21JUNI26
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Tema abordado por David Gomes em 21 de junho de 2026

Carlos Oliveira 19JUNI26
Discurso contraditório

Tema abordado por Carlos Oliveira em 19 de junho de 2026

Márcio Botas 14JUNI26
Descanso

Tema abordado por Márcio Botas em 14 de junho de 2026

Estudo Bíblico
1 Timóteo 3:6

Estudo realizado em 17 de junho de 2026

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17-04-10 - Sr. Dawkins, qual o problema com a pedofilia?

dawkins.jpg     Lendo a reportagem sobre o plano de Dawkins (foto ao lado) e Hitchens de processar o papa Bento XVI, é notório como o ateísmo não consegue lidar com as consequências das suas pressuposições filosóficas.

     Se “Deus está morto”, qual é o padrão moral por que o ser humano se deve espelhar? “O homem é a medida de todas as coisas,” poderá responder um céptico. Mas ele terá que responder outra pergunta: Qual homem? (por homem entenda comportamento) Hitler ou Madre Tereza? Estalin ou Gandhi? Pinochet ou Jesus? A ética centralizada no ser humano, como proposta por Kant, não funcionou e pior: trouxe consequências catastróficas à nossa geração.

     Veja as palavras do importante filósofo ateu Kai Nielsen, da Calgary University, no Canadá: “Não fomos capazes de mostrar que a razão exige o ponto de vista moral, nem que todas as pessoas realmente racionais não deveriam ser individualistas egoístas ou não morais clássicos. A razão não decide aqui. O que pintei para si não é agradável. A reflexão sobre isso deprime-me... A razão prática, pura, mesmo com um bom conhecimento dos factos, não o levará à moralidade” (“Why should I be moral?”, American Philosophical Quarterly 21 [1984], p. 90; ênfase minha). Um ateu sincero admitindo as limitações do ateísmo!

     Não estou a dizer que ser ateu é sinónimo de ser depravado. Conheço diversos ateus com um comportamento exemplar quando o assunto é cidadania e filantropia. Não é esse o meu ponto. O que estou a dizer é que se não existe um padrão (para os teístas, Deus) para diferenciar entre o certo e o errado, “todas as coisas são permitidas”, como bem disse Fyodor Dostoievsky. Estupro, assassinato, pedofilia, genocídio e outras atrocidades podem ser explicadas por uma visão relativa da moralidade, mas, no nosso íntimo, todas elas nos incomodam.

     Concluo com uma citação de C. S. Lewis: “Num tipo de simplicidade assustadora, removemos o órgão e exigimos a função. Fazemos homens sem peito e esperamos deles virtude e iniciativa. Rimos da verdade e ficamos chocados ao encontrarmos traidores no nosso meio. Castramos e esperamos que o castrado seja reprodutor” (The Aboliton of Man, p. 35).

     Dawkins e Hitchens estão a lutar para que Deus seja removido da sociedade, mas ainda querem uma moralidade absoluta! Alguém conseguiria explicar isto, por favor? 
 
Luiz Gustavo Assis
 

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