
Na Itália, largos milhares de pessoas saíram às ruas na capital, Roma, em defesa da família tradicional. A multidão pressionou o governo a retirar do Senado um projeto que reconhece a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Os manifestantes carregavam cartazes defendendo a família formada por um homem e uma mulher. A Itália é o único país da Europa Ocidental que ainda não reconhece o casamento gay.
O motivo da reação popular italiana foi a pretensão de equiparar as uniões entre parceiros homossexuais ao matrimónio natural. Os cidadãos que se manifestaram consideram que o casamento entre um homem e uma mulher, aberto à vida e à educação dos filhos sem imposição de cartilhas pseudocientíficas como a da ideologia de género, é uma instituição natural que precisa de especial incentivo e proteção diante das assim chamadas “outras configurações familiares”. A manifestação destaca que a família tradicional é, comprovadamente, mais benéfica para os indivíduos e para a sociedade, com base em mais de 300 pesquisas e estudos que, ao longo dos últimos anos, a compararam com outras modalidades familiares e ressaltaram suas vantagens sociais e psicológicas para as crianças.