A perseverança dos santos
A questão final com que nos defrontamos é: o que é que impede este ou aquele Cristão de cair e perder-se? Se não for o que temos dito aqui, isto é, que somos “chamados segundo o Seu propósito” e que, porque é Seu propósito, Ele próprio nos impede de cair, bem, então, que será que nos guarda e nos impede de cair? Consideremos a situação daqueles que acreditam ser possível um Cristão regenerado, nascido de novo, ir definitivamente para a perdição, cair e perder a posição de estar “em Cristo”.O que tais pessoas acreditam é que há dois tipos de Cristãos: um deles se manterá seguro à verdade e à fé, e finalmente chegará à glória; o outro não consegue manter-se seguro, por um motivo ou outro, cai, e vai para a perdição. Elas explicam a diferença entre estes dois Cristãos asseverando que um teve vontade e desejo de manter-se seguro, e que o outro não teve essa vontade e esse desejo. A diferença é determinada inteiramente pela vontade, pelo desejo e pela determinação pessoal do Cristão particular. Sobre esse pressuposto, esta é a única conclusão a que se pode chegar.

