
“Razão para ter esperança” era o lema da Conferência Global de Ateísmo, que deveria acontecer em Sydney, Austrália, em fevereiro de 2018. Pouco tempo após o lançamento, com pompa e circunstância, no que prometia ser um fórum para mostrar a força do ateísmo no mundo, acabou por ser cancelado.
O motivo foi a “falta de interesse”, de acordo com a media local. O principal orador convidado era Salman Rushdie, iraniano que escreveu Os Versos Satânicos e teve a sua cabeça posta a prémio por questionar o Islamismo. Outra das “estrelas” eram Richard Dawkins e Ben Goldacre, proeminentes figuras do pensamento ateu.
A baixa venda de ingressos atirou com uma pá de cal no ânimo dos organizadores, a Fundação Ateia da Austrália (AFA). Recentemente o Censo australiano mostrou que 29,6% da população se declarava “sem religião”, um percentual histórico, já que pela primeira vez na história o número ultrapassa o de católicos (que são 22,6%).
Ler mais …13-11-2017 - Convenção Global de Ateísmo é cancelada por falta de público

"Se Deus removeu o dom de curar, como é que algumas pessoas parecem melhorar depois de contactarem alguém que diz ter o dom de curar?"
Quando eu estava no ensino secundário, eu fiz um curso introdutório à psicologia. Nessa disciplina, a professora afirmou que 75% de todas as doenças são psicossomáticas. Ou seja, são doenças físicas reais que são provocadas por um processo inteiramente mental. Embora não haja nenhuma maneira de se saber se a percentagem que ela citou seja precisa, é difícil rebater a sua afirmação. Sabemos que o stress é uma reação inteiramente mental aos desafios da vida, mas pode causar um ataque cardíaco muito real, físico. Portanto, não é surpreendente que outras doenças também sejam psicossomáticas. Mas se uma doença física real, indiscutível pode ser provocada por um processo puramente mental, então é razoável que ela possa ser eliminada por um processo puramente mental, como acreditar no poder de alguém que diz ter o dom de curar. Vemos evidências disso no que os médicos chamam de "efeito placebo". Ao testar um medicamento, os investigadores dão a algumas pessoas no grupo de teste o medicamento que está a ser testado, mas dão a outros um placebo, uma pílula açucarada. Eles fazem isso porque sabem que as pessoas às vezes sentem-se melhores porque acreditam que estão a tomar uma droga que as ajudará. É fácil então transferir esse pensamento para o que acontece quando alguém com uma doença real contacta alguém que diz ter o dom de curar. Se uma pessoa realmente acredita que alguém que diz ter o dom de curar pode curar doenças físicas reais, muitas vezes pode! Nós vemos o mesmo tipo de coisas quando Salomão declarou que "O coração alegre serve de bom remédio" (Prov. 17:22). Os médicos sabem, há anos, que uma atitude mental positiva ajuda na cura. Da mesma forma, a atitude mental positiva provocada por acreditar nos poderes de alguém que diz possuir dom de curar muitas vezes permite que pessoas que sofrem de aflições físicas conheçam algum alívio por algum tempo. Porém, frequentemente, aqueles que são "curados" dessa maneira têm de voltar repetidas vezes ao que diz ter o dom de curar, para obter mais cura. Ora, tal nunca foi dito às pessoas que foram miraculosamente curadas pelos que, no dizer da Bíblia, realmente tinham o dom de curar.
- Ricky Kurth