02-06-2019 - A indústria pornográfica é a escravidão moderna

pornogr afia

     Para a maioria das pessoas, o tráfico sexual é um problema de países estrangeiros distantes. Contudo, estudiosos apontam como toda pessoa que consome pornografia online acaba por ter algum tipo de envolvimento indireto.

     O tráfico sexual e a pornografia têm fortes ligações, sendo um negócio lucrativo. Estima-se que somente nos Estados Unidos – maior produtor de filmes pornográficos do mundo – a indústria do tráfico sexual movimente 3 biliões de dólares por ano.

     Um estudo divulgado pela Universidade da Nova Inglaterra indica que se trata do terceiro maior negócio criminoso do mundo, atrás apenas das drogas e das armas. Para os especialistas, o tráfico sexual é uma forma global de escravidão moderna, onde as pessoas são coagidas a realizar atos sexuais contra a sua vontade.

      De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, existem cerca de 4,8 milhões de pessoas forçadas a viver em situação de exploração sexual. Destes, mais de 99% são mulheres. Outro dado relevante é que mais de 21% das pessoas traficadas para o sexo são crianças.

 

Como a pornografia está ligada ao tráfico sexual?

     Segundo o jornalista John-Henry Westen, “enquanto os homens pensarem que a pornografia é sexualmente aceitável, todos os dias uma enorme clientela de traficantes sexuais está a ser formada em casas, dormitórios de faculdades e apartamentos por todo o país”.

     A lei norte-americana de proteção às vítimas do tráfico define tráfico sexual como “o recrutamento, abrigo, transporte, oferecimento ou obtenção de uma pessoa para fins de ato sexual comercial”. Isso inclui “induzir atos sexuais comerciais por força, fraude ou coação”.

     Um “ato sexual comercial” ocorre quando “qualquer ato sexual se obtém por qualquer valor monetário”. Como os artistas porno recebem dinheiro e outros itens de valor, a definição certamente aplica-se à indústria pornográfica.

     Shelley Lubben, uma ex-atriz porno que se converteu a Cristo revelou que “As mulheres são atraídas, coagidas e forçadas a fazer atos sexuais que nunca concordaram em fazer. Drogas e álcool são dadas para ‘ajudá-las’ em cenas pesadas… A indústria pornográfica é a escravidão moderna” .

     Por sua vez, o Dr. Mahri Irvine, professor da American University, assegurou: “Eu desejo que as pessoas que veem pornografia soubessem mais sobre como ela funciona. Elas acreditam que estão participando daquilo tudo de maneira muito passiva. Provavelmente pensam: ‘Estou fazendo isso na privacidade da minha própria casa e apenas assistindo a um vídeo’. Eles não estão associando isso ao facto de que a pornografia é muitas vezes a violação de vítimas de tráfico sexual”.

     No seu blog, Katie Tomkiewicz lembra: “Vários estudos mostram que, quando o conteúdo pornográfico é assistido, a mente do espectador vai ficando cada vez mais insensível às brutalidades para detrás da indústria do tráfico sexual. Isso inclui violação, coerção, violência sexual e a ideia geral de que as mulheres são objetos cujo propósito é proporcionar prazer sexual”.

     Ela defende que “é fundamental abordar a cultura pornográfica como ela realmente é: um canal para o tráfico sexual e uma porta de entrada para futuros alcoviteiros”.

- in Gospel Prime

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