A Velha e a Nova Natureza

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Priscila:  O teu potro mudou imenso desde que tu o compraste.

Paulo: Sim, ele acalmou bastante, mas a natureza selvagem dos cavalos com que ele antes corria continua a afectá-lo.

Priscila:  Lembro-me bem que tudo o que ele fazia era correr desenfreadamente obedecendo aos seus instintos selvagens.

Paulo: Mas quando o comprei e lhe mostrei quanto o amava, ele começou a confiar em mim e a deixar-me trabalhar com ele.

Priscila:  Tirando-o da manada selvagem e colocando-o nesta grande cerca ajudou-o a fazer a tua vontade. Ele já não é mais escravo dos caminhos da manada.

Paulo: No princípio, a mãe do meu potro aproximou-se das traseiras da cerca e desafiou-o a juntar-se a ela nos velhos caminhos, mas o meu potro não cedeu.

Priscila:  O teu amor pelo potro, comprando-o, e dando-lhe uma nova vida para viver levou-o a abandonar os seus desejos pela vida selvagem.

Paulo: Nós quase que nos podemos colocar no lugar do meu potro. O pecado tinha-nos escravizado a uma natureza selvagem e má, mas Deus amou-nos e comprou-nos e deu-nos uma nova natureza para vivermos em Cristo. Na verdade, é o próprio Cristo que vive em nós. O nosso corpo não necessita de reagir mais aos instintos desenfreados e selvagens. A Bíblia fala da pessoa que éramos, antes de termos sido salvos, como «o velho homem».

Priscila:  A Bíblia não diz para nos despirmos do velho homem com os seus feitos? (Col. 3.9).

Paulo: Sim, e nós devemos reconhecermo-nos, ou termo-nos como mortos, tendo morrido com Cristo.

Priscila:  Assim não cederemos à nossa natureza pecaminosa. Não temos necessidade de ser escravos dela, do mesmo modo que o teu potro não tinha que obedecer à chamada da mãe para o desenfreamento depois de se ter tornado objecto do amor do seu dono.

Paulo: Como crentes com uma nova natureza, uma nova Pessoa para nos controlar, devemos ceder a Cristo a fim de vencermos em qualquer altura as tentações que se nos depararem.

Priscila:  Não é por isso que é importante mantermo-nos em contacto com Aquele que nos ama?

Paulo: Sim, e é lendo a Sua Palavra, a Bíblia, que nos mantemos em contacto. Precisamos de ser constantemente lembrados do amor de Deus, e de querer saber e fazer as coisas que Lhe agradam.

Priscila:  Doutro modo, podemos ser tentados a escutar a “voz” que de facto não se preocupa com o nosso bem-estar, e acabaremos por fazer coisas que não agradam a Deus que tanto nos ama.

Paulo: Parece que a diferença entre um crente miserável e um crente feliz é a questão de quanto ele habitualmente cede à nova natureza e reconhece a pecaminosidade da velha natureza.

Priscila:  Portanto, para resumir – um cavalo é um cavalo. Mas um cavalo não tem de ser um potro selvagem.

Paulo: E uma pessoa é uma pessoa – um ser humano com uma velha natureza. Mas a pessoa (com a velha natureza) não tem de deixar o “velho homem” operar na sua vida.

Priscila:  E é por isso que Cristo ou a Nova natureza vive nela - para lhe dar vitória em todas as situações.

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