O Cristão e o Sábado

John Lavier     Se Jesus observou o sétimo dia, o dia de Sábado, e se Paulo, muitos anos depois também parece tê-lo observado, então porque é que nos reunimos para adorar no primeiro dia da semana, ao Domingo? Quando é que o Sábado foi mudado do sétimo dia, para o primeiro dia?

     Estas questões são interessantes, e as respostas para as mesmas só podem ser encontradas na Palavra de Deus.

     Em Êxodo 31:13,17 aprendemos que o Sábado, sétimo dia, era um sinal entre Jeová e OS FILHOS DE ISRAEL. Era uma parte da lei Mosaica, e quando Jesus Cristo esteve aqui na terra, como ministro da circuncisão, Ele não interferiu, de nenhuma forma, com o programa da lei de Israel. Ele nasceu sob a lei, viveu sob a lei, e morreu sob a lei. Em unidade com a Sua nação, Ele guardou a lei e observou a guarda do sétimo dia, sábado (Lucas 4:16). Cristo não veio colocar um fim ao regime da lei de Israel. Ele disse, "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir" (Mateus 5:17).

     Lembremo-nos que a lei foi dada a Israel. A nação e a lei estão juntas. Quando Israel rejeitou e crucificou Cristo e continuou prosseguindo na sua rejeição, Deus pôs, temporariamente, a nação de parte, (Romanos 11:15). Depois Paulo escreve em Romanos 11:25, "que o endurecimento (a cegueira) veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado". Certamente que os que hoje reclamam ser Israel, ou que confundem Israel com o Corpo de Cristo, também estão cegos.

     Quando a nação de Israel foi assim posta de parte, a lei, e toda a religião, incluindo a observação da guarda do sábado, foram igualmente colocadas de parte. Quando Paulo foi chamado e enviado aos Gentios com o Evangelho da Graça de Deus, ele resistiu a todas as tentativas para se colocar os Gentios debaixo da lei. O concílio em Jerusalém foi convocado por essa mesma razão, pois alguns diziam, “que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés”.  Até Pedro viu a loucura de se tentar forçar a lei sobre os crentes Gentios que tinham sido salvos pela graça, sem as obras da lei ou quaisquer obras religiosas. Ele disse, “Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?” (Actos 15:10). A decisão do concílio foi, “Todavia, quanto aos que crêem dos gentios, já nós havemos escrito, e achado por bem, que nada disto observem” (Actos 21:25).

     Algum tempo depois disto, Paulo escreveu aos Gentios, “pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Romanos 6:14), e que “o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Romanos 10:4). Ele também escreveu que Cristo “[riscou] a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz”, e que por conseguinte ninguém nos deveria julgar “pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, OU DOS SÁBADOS” (Colossenses 2:14-16). A palavra “sábado” significa “descanso” e os crente nesta dispensação não descansa num dia, mas numa Pessoa, e essa Pessoa é o Bendito Filho de Deus.

     Apesar de ser verdade, como formulámos na nossa questão, que aparentemente Paulo observava o sábado, notemos que durante a parte inicial do ministério dele o Evangelho iria primeiro para os Judeus. Ele disse, “Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus”. Naturalmente, no esforço de pregar aos Judeus, o melhor tempo e lugar para os contactar seria no dia de sábado, na sinagoga. Ver Actos 9:20; 13:14; 14:1; 18:4; 19:8.

     Quando Paulo se reuniu assim com os Judeus, foi simplesmente para os poder alcançar. Ele tornava-se Judeu para os Judeus, para poder ganhar os Judeus, mas em parte alguma ele disse a um único Gentio que observasse o sétimo dia, o sábado. De facto, parece que os Gentios estavam acostumados a ter comunhão e adoração no primeiro dia da semana, como por exemplo em Troas, “E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles”. Que isto era procedimento usual parece ser indicado igualmente por 1 Coríntios 16:2, “No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar”. De qualquer forma em parte alguma o primeiro dia da semana é referido nas Escrituras como o “Sábado Cristão”, nem mesmo como o “dia do Senhor”.

     Durante este século da Graça, Deus não quer que o homem seja religioso, mas justo. Os que se desviam da graça de Deus para a religião, ou para os fracos e pobres rudimentos da lei, com a sua observância de dias, são chamados de “insensatos” e “seduzidos” (ou, fascinados), e o apóstolo inspirado disse que receava destes. Ver Gálatas 2:21; 3:1-3; 4:9-11. Contudo, apesar de não observarmos o Domingo ou qualquer outro dia da semana por causa do mandamento ou coacção legal, e apesar de reconhecermos o facto de que todos os momentos de todos os dias deverem ser dedicados ao Senhor, ainda assim louvamo-Lo por podermos viver numa terra onde nos é permitido separar das nossas tarefas seculares um dia da semana e juntarmo-nos para adorar e servir o Senhor. Certamente que isto é agradável aos olhos de Deus, e Ele responsabilizar-nos-á pelo uso ou abuso deste grande privilégio. É triste ter de dizer que a América (e a Europa) tem estado a transformar o Domingo num mero dia de diversão. Isto só prova que estamos a viver dias em que os homens são “mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”.

- John LaVier

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