O evangelista e as dívidas do povo
Apresentar-lhe-ei uma ilustração, porque as ilustrações são melhores que sermões secos.Ouvi contar a história dum Inglês que se converteu há algum tempo. Após o Senhor o salvar ele sentiu um grande desejo de ver todas as outras pessoas salvas também. (Não acredito muito na salvação de alguém, se tal pessoa não sentir este mesmo desejo!) Este homem ficou tão cheio do Amor de Cristo que se achou compelido a proclamar, aos outros, as boas novas da salvação.
Foi a uma cidade e anunciou que pregaria em determinado local. Ao saberem que ele era rico, uma multidão curiosa foi ouvi-lo. O homem, porém, não era eloquente e o povo perdeu o interesse, olhando mais para o mensageiro do que para a mensagem. Na noite seguinte apenas uns poucos foram escutá-lo.
O pregador mandou, então, afixar grandes anúncios, declarando que estava disposto a pagar as dívidas de qualquer cidadão, para o que bastava que os endividados se apresentassem no seu escritório num determinado dia, das nove ao meio-dia, e levassem os papéis comprovativos das dívidas.
Evidentemente que a notícia se espalhou por toda a cidade, como fogo no mato. Um homem dizia ao outro: «João, tu acreditas naquilo?» «Eu não creio que um estranho esteja disposto a pagar as minhas dívidas!» Conquanto houvesse muita gente que almejasse ficar com as suas dívidas liquidadas, nem uma única pessoa fez fé na promessa do bondoso homem.
O dia chegou, e às nove horas lá estava o crente rico para cumprir com o que prometera. Às dez, ainda ninguém tinha aparecido. Finalmente, às onze horas, um homem, que caminhava para cima e para baixo, ganhou coragem, bateu à porta do escritório e perguntou:
«É verdade que o senhor deseja pagar as dívidas de qualquer pessoas?»
«É verdade, sim. Deve alguma coisa a alguém?»
«Devo, sim.»
«Traz os papéis comprovativos da dívida?»
«Sim, Senhor. Estão todos aqui.»
O pregador passou um cheque, que cobria a importância total da dívida, e falou com ele até quase ao meio-dia, quando chegaram mais dois credores, que, como o primeiro também foram servidos.
Ao meio-dia, o evangelista deixou sair os três homens e um de entre a multidão, que se juntara à porta, disse, zombando: «Ele pagou mesmo as vossas dívidas, não há dúvida!»
«Claro que pagou», responderam eles. O povo ria-se, fazia troça e não queria acreditar, até que eles puxaram pelos cheques e disseram: «Aqui estão! Ele pagou todas as nossas dívidas.»
Então o povo exclamou: «Que loucos fomos nós em não aceitar a oferta!» Mas era tarde demais; a porta fechara-se; o prazo terminara. Uma grande multidão foi escutar o pregador naquela noite. Dizia ele: «Amigos, é isto que Deus quer fazer por cada um de vós, mas vós não consentis. Cristo veio para pagar os vossos débitos. São estas as boas notícias do Evangelho».
Não poderei arranjar uma melhor ilustração do Evangelho que esta. Todas as pessoas têm uma dívida para com Deus, que de nenhuma forma poderão pagar. Porventura quererá insultar o Altíssimo, oferecendo-Lhe, para expiação do pecado, os frutos do seu frágil corpo? Isaías diz: «Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados».
Paulo afirma: «Declaro-vos o Evangelho, que como Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras».
O pregador mandou, então, afixar grandes anúncios, declarando que estava disposto a pagar as dívidas de qualquer cidadão, para o que bastava que os endividados se apresentassem no seu escritório num determinado dia, das nove ao meio-dia, e levassem os papéis comprovativos das dívidas.
Evidentemente que a notícia se espalhou por toda a cidade, como fogo no mato. Um homem dizia ao outro: «João, tu acreditas naquilo?» «Eu não creio que um estranho esteja disposto a pagar as minhas dívidas!» Conquanto houvesse muita gente que almejasse ficar com as suas dívidas liquidadas, nem uma única pessoa fez fé na promessa do bondoso homem.
O dia chegou, e às nove horas lá estava o crente rico para cumprir com o que prometera. Às dez, ainda ninguém tinha aparecido. Finalmente, às onze horas, um homem, que caminhava para cima e para baixo, ganhou coragem, bateu à porta do escritório e perguntou:
«É verdade que o senhor deseja pagar as dívidas de qualquer pessoas?»
«É verdade, sim. Deve alguma coisa a alguém?»
«Devo, sim.»
«Traz os papéis comprovativos da dívida?»
«Sim, Senhor. Estão todos aqui.»
O pregador passou um cheque, que cobria a importância total da dívida, e falou com ele até quase ao meio-dia, quando chegaram mais dois credores, que, como o primeiro também foram servidos.
Ao meio-dia, o evangelista deixou sair os três homens e um de entre a multidão, que se juntara à porta, disse, zombando: «Ele pagou mesmo as vossas dívidas, não há dúvida!»
«Claro que pagou», responderam eles. O povo ria-se, fazia troça e não queria acreditar, até que eles puxaram pelos cheques e disseram: «Aqui estão! Ele pagou todas as nossas dívidas.»
Então o povo exclamou: «Que loucos fomos nós em não aceitar a oferta!» Mas era tarde demais; a porta fechara-se; o prazo terminara. Uma grande multidão foi escutar o pregador naquela noite. Dizia ele: «Amigos, é isto que Deus quer fazer por cada um de vós, mas vós não consentis. Cristo veio para pagar os vossos débitos. São estas as boas notícias do Evangelho».
Não poderei arranjar uma melhor ilustração do Evangelho que esta. Todas as pessoas têm uma dívida para com Deus, que de nenhuma forma poderão pagar. Porventura quererá insultar o Altíssimo, oferecendo-Lhe, para expiação do pecado, os frutos do seu frágil corpo? Isaías diz: «Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados».
Paulo afirma: «Declaro-vos o Evangelho, que como Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras».
Dwight L. Moody



