O diamante perdido

Diamante rosa de 8,41 quilates

 

     Dan Baker, um pregador fantástico dos velhos tempos, ilustra o perigo do protelamento da decisão mais importante que o ser humano tem que tomar, com a seguinte história: 

    Ele contou de um homem que cruzava o oceano. Estava inclinado sobre a amura do navio; o dia era radioso, uma onda despontava das águas tranquilas e o ondear aqui e ali beijava os raios de sol. E o homem, debruçando-se sobre a balaustrada, lançava algo ao ar, algo que brilhava com particular radiância e brilho; e ele observava com avidez aquele processo de atirar aquilo ao ar e de o apanhar na queda. Repetiu a façanha uma série de vezes, e aquilo brilhava imenso à luz do sol enquanto ia acima e vinha abaixo.

     A dada altura um observador aproximou-se e disse-lhe, “Posso perguntar-lhe o que é isso que atira ao ar tão irrefletidamente?”

     “Claro”, respondeu, “repare, é um diamante”.

     “É de muito valor?”, perguntou o observador.

     “Sim, é de enorme valor. Repare na cor e veja o tamanho. De facto, tudo o que tenho no mundo está neste diamante. Vou para outro país em busca de fortuna, vendi tudo o que tinha, e transformei o produto neste diamante, de forma a poder transportá-la facilmente”.

     “Então, se é assim tão valioso, não será arriscado estar a lançá-lo ao ar, assim tão irreflectidamente?”

     “Não, não há nenhum risco! Há meia hora que estou a fazer isto”, disse o homem.

     “Mas pode surgir a última vez”, disse o observador; porém o homem ria-se, e continuava a lançá-lo, e a apanhá-lo na queda, e fê-lo vezes sem conta, observando com avidez a subida e queda resplendorosa do diamante à luz do sol.

     Ah, mas, de repente, o lançamento foi para além do alcance dele. Bem se debruçou sobre a balaustrada o máximo que pôde, mas não conseguiu alcançá-lo. Há um pequeno salpico no oceano. Ele inclina-se sobre a amura e procura acompanhar com olhar ávido o trajeto do diamante para o fundo do mar azul. E grita, “Perdido! Perdido! Perdido! Tudo o que tenho no mundo se perdeu!”

      Dirás, “Não pode haver um louco assim. Essa história não é verídica”.

     Esta história é verdadeira, e aquele homem está aqui neste momento.

     Esse homem és tu! O oceano é a eternidade; o navio, a vida; o diamante, a tua alma, a alma de valor incontável por quem Cristo morreu para salvar. E tu tens estado a brincar levianamente com ela!

     Eu chego-me a ti e digo-te, “Meu amigo, o que é isso que tens na tua mão, com que brincas tão irrefletidamente?”

     Tu dizes, “É a minha alma”. “É muito valiosa?”

     “Se tem muito valor? Vale mais que todo o mundo, pois, 'que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?' Não achas que estás a arriscar muito?”, pergunto eu. 

     “Oh, não”, dizes, “Há 5, 10, 15, 20 anos que faço isto”.

     “Sim, mas pode surgir a última vez”.

     “Oh, não”, e continuas a brincar.

     Porém a brincadeira pode sair-te cara. De repente a vida pode ficar fora do teu alcance. Haverá, então, um salpico, e tentarás acompanhá-la, quando ela se afundar; não através da impenetrável profundidade do oceano azul, mas na insondável profundeza do abismo. Gritarás então: “Perdida! Perdida! Perdida! A minha alma está perdida!”

     Este pode ser o teu pranto um dia. Decide-te já, antes que seja demasiado tarde, e coloca a tua alma onde pode estar eternamente segura, sob o cuidado do Filho de Deus.

- Autor desconhecido

 

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