O equilibrista

Hoje é o dia 30 de Junho de 1958. A manhã está gloriosa. A poderosa catarata do Niágara troveja sobre as rochas, ao pé da queda d'água. Uma corda foi estendida de margem a margem, numa extensão de quase 400 metros, sobre a qual Charles Blondin, o maior equilibrista do mundo, tem de atravessar. Há comboios especiais das cidades de Toronto e de Búfalo para trazerem as multidões.
Ele subiu sobre a corda, e começou a travessia, enquanto a multidão ficou em silêncio, até que ele colocou o pé triunfantemente na outra margem, e grandes vivas venceram o barulho da própria catarata.
Virando-se para o mar de rostos, ele faz uma proposta emocionante. Ele oferece-se para atravessar novamente a catarata com um homem nas costas.
Mas qual será o homem? As pessoas conversam animadamente.
"Crê o senhor que sou capaz de o levar?" pergunta afinal o equilibrista, virando-se para um indivíduo provável candidato.
"Certamente", responde o outro em seguida.
"Permite-me o senhor fazê-lo?" inquire o herói esperando.
"Permiti-lo eu? Bem, dificilmente. O senhor não pensa que vou arriscar a minha vida assim, pensa?" E ele se vai.
"E o senhor?" perguntou o equilibrista a Henry Colcord, o seu empresário. "Crê o senhor que eu possa levá-lo?"
"Eu creio. De facto, não tenho dúvidas a esse respeito," respondeu Colcord.
"O senhor confia em mim?"
"Sim!"
O povo observa com a respiração suspensa. A vara de cerca de onze metros e meio de comprimento balança-se; eles começam; e a grande corda estica-se sob os seus pés. Passo a passo, devagar mas com segurança, sem hesitação, eles vão. Que confiança! Alcançam o centro. Eles estão acima das águas velozes, ferventes e cobertas de neblina. Em baixo, as rochas feias como se estivessem suspensas no ar.
Aproximam-se do lado Canadiano. Um grande silêncio cai sobre a multidão excitada. O povo prende a respiração. A tensão era terrível. De repente houve uma pausa. Algum gaiato cortou uma das amarras e a corda balança perigosamente. Blondin diz a Colcord que desça e ele o faz, ficando com um pé na corda e as mãos nos ombros de Blondin.
"Henry", diz Blondin, o senhor não é mais o Colcord; agora é o Blondin. Seja parte de mim. Se eu balançar, balance comigo. Não procure equilibrar-se, pois de contrário nós dois morreremos".
Colcord subiu de novo aos ombros do outro. A corda balança muito e Blondin começa a correr. Como ele consegue equilibrar-se, ninguém o sabe, mas ele o faz, e chegam finalmente ao fim. O último passo é dado, e estão novamente em terra firme, enquanto que os espectadores ultrapassam os limites do entusiasmo. A tensão desfaz-se; a experiência enervante termina.
Servindo de ponte sobre o abismo entre o tempo e a eternidade está a grande corda da salvação. Ela jamais se partiu. E somente Jesus Cristo é capaz de atravessá-la. Podes ter ouvido a respeito da mesma, e, como o primeiro homem, podes até mesmo crer que Jesus pode levar-te. Mas enquanto não deres o último passo e entregares-te a Ele, não chegarás ao outro lado. Podes crer, mas tens também de confiar.
Ó meu amigo, diz-me: confias? Ou simplesmente crês, com a tua mente, e deixas de dar o último passo importante? Se é assim, por que não praticas um ato definido de vontade e "confias no Senhor Jesus Cristo?" Se o fizeres, "serás salvo". Queres fazê-lo? Fá-lo, e fá-lo — JÁ.
Virando-se para o mar de rostos, ele faz uma proposta emocionante. Ele oferece-se para atravessar novamente a catarata com um homem nas costas.
Mas qual será o homem? As pessoas conversam animadamente.
"Crê o senhor que sou capaz de o levar?" pergunta afinal o equilibrista, virando-se para um indivíduo provável candidato.
"Certamente", responde o outro em seguida.
"Permite-me o senhor fazê-lo?" inquire o herói esperando.
"Permiti-lo eu? Bem, dificilmente. O senhor não pensa que vou arriscar a minha vida assim, pensa?" E ele se vai.
"E o senhor?" perguntou o equilibrista a Henry Colcord, o seu empresário. "Crê o senhor que eu possa levá-lo?"
"Eu creio. De facto, não tenho dúvidas a esse respeito," respondeu Colcord.
"O senhor confia em mim?"
"Sim!"
O povo observa com a respiração suspensa. A vara de cerca de onze metros e meio de comprimento balança-se; eles começam; e a grande corda estica-se sob os seus pés. Passo a passo, devagar mas com segurança, sem hesitação, eles vão. Que confiança! Alcançam o centro. Eles estão acima das águas velozes, ferventes e cobertas de neblina. Em baixo, as rochas feias como se estivessem suspensas no ar.
Aproximam-se do lado Canadiano. Um grande silêncio cai sobre a multidão excitada. O povo prende a respiração. A tensão era terrível. De repente houve uma pausa. Algum gaiato cortou uma das amarras e a corda balança perigosamente. Blondin diz a Colcord que desça e ele o faz, ficando com um pé na corda e as mãos nos ombros de Blondin.
"Henry", diz Blondin, o senhor não é mais o Colcord; agora é o Blondin. Seja parte de mim. Se eu balançar, balance comigo. Não procure equilibrar-se, pois de contrário nós dois morreremos".
Colcord subiu de novo aos ombros do outro. A corda balança muito e Blondin começa a correr. Como ele consegue equilibrar-se, ninguém o sabe, mas ele o faz, e chegam finalmente ao fim. O último passo é dado, e estão novamente em terra firme, enquanto que os espectadores ultrapassam os limites do entusiasmo. A tensão desfaz-se; a experiência enervante termina.
Servindo de ponte sobre o abismo entre o tempo e a eternidade está a grande corda da salvação. Ela jamais se partiu. E somente Jesus Cristo é capaz de atravessá-la. Podes ter ouvido a respeito da mesma, e, como o primeiro homem, podes até mesmo crer que Jesus pode levar-te. Mas enquanto não deres o último passo e entregares-te a Ele, não chegarás ao outro lado. Podes crer, mas tens também de confiar.
Ó meu amigo, diz-me: confias? Ou simplesmente crês, com a tua mente, e deixas de dar o último passo importante? Se é assim, por que não praticas um ato definido de vontade e "confias no Senhor Jesus Cristo?" Se o fizeres, "serás salvo". Queres fazê-lo? Fá-lo, e fá-lo — JÁ.
Oswald J. Smith



