Como é que um Deus bom pode permitir o sofrimento e o mal no mundo?

Respostas ao sofrimento

 

Esta é a pergunta número 1 que as pessoas formulam. Todos somos afetados pelo sofrimento. Todo o lar tem as suas mágoas, todo o coração as suas sombras. Mas a Bíblia não evita o assunto. O tema do primeiro livro escrito, o livro de Jó, escrito dois milénios antes de Cristo, é o sofrimento humano. E é útil lembrar que Deus entrou no nosso mundo de sofrimento. O Seu filho, Jesus, era conhecido como "Homem de dores". A questão do sofrimento é complexa e não podemos conjeturar as razões de Deus para permitir tal em todos os casos, mas eis cinco factos que podem ajudar.

1. Deus criou um mundo perfeito. E através das nossas lágrimas ainda podemos ver grande parte de uma beleza de tirar o fôlego e do design complexo ao nosso redor. Negar a Deus porque o Seu mundo foi danificado deixa-nos sem propósito, sem significado e sem esperança. O cientista ateu Richard Dawkins descreve esta visão:

“Se o universo é apenas eletrões e genes egoístas, tragédias sem sentido ... é tudo o que podemos esperar, juntamente com boa sorte igualmente sem sentido. Tal universo não é mau nem bom em intenção. Não manifesta, de modo algum, qualquer intenção. Num universo de forças físicas cegas ... não se encontra nenhuma rima, razão ou justiça. O universo que observamos tem precisamente as propriedades que podemos esperar não havendo, no fundo, nenhum projeto, nenhum propósito, nenhum mal e nenhum bem, nada além de indiferença cega e impiedosa. Como disse o infeliz poeta A.E. Houseman: "Pois a natureza, a natureza, sem coração nem inteligência não saberá nem se importará. "O DNA", continua Dawkins, "nem sabe nem se importa. O DNA simplesmente existe. E dançamos a sua música ”(River Out of Eden, p 133).

Eis um buraco negro espiritual. Mas a maioria das pessoas revê-se neste argumento. Se Richard Dawkins é apenas um acidente de colisão de eletrões e reprodução aleatória de DNA, por que havemos de confiar em pensamentos provenientes de um cérebro como o dele? Os cientistas acreditam em ordem e passam a vida a descobrir as leis que governam o nosso universo. Não, tem de haver outra resposta para o caos que é um dano evidente num cosmo de outra forma admirável.

2. Algo correu muito mal. Quando Deus fez a raça humana, Ele não quis máquinas que pudessem ser programadas para fazer o que Ele queria. Ele desejava pessoas reais que pudessem amá-Lo como Ele as amaria. É claro que se podiam escolher amá-Lo, também poderiam optar por não O amar e rebelarem-se contra Ele. Foi exatamente o que aconteceu. Aqui encontramos o nexo entre a ação do mal humano e o sofrimento humano consequente.

3. Deus pretende banir o sofrimento do Seu universo. Mas não é tão fácil quanto os contos de fadas sugerem. Não há varinha mágica que possa mudar os corações humanos. Deus quer manter a nossa liberdade e direito de escolha. Ele não nos obriga à cooperação. Ele leva a sério a nossa personalidade. No amor existe sempre risco, como sabe quem traz filhos ao mundo. Mas Deus esteve disposto a correr esse risco. Se alguns anos de sofrimento pudessem levar a uma eternidade de alegria e amor, Deus pensou que valia a pena. Um dia, Ele promete fazer um mundo totalmente novo, sem lágrimas, solidão, separação ou morte. Mas eis aqui o ponto: também não haverá pecado nesse mundo. Então, como é que nós, pecadores que somos, esperamos desfrutar desse mundo? É aqui que entram as boas notícias de Deus!

4. Deus ainda não deu o passo final para erradicar o sofrimento e o mal - e por uma boa razão. Deus tem de libertar o mundo de todos os malfeitores. Se Ele fizesse isso agora, teria que começar consigo e comigo. Quando as pessoas percebem isso, elas são um pouco menos estridentes nos seus pedidos de que um Deus justo julgue a Terra. A pergunta é: está pronto para o exame final? A história de Jesus e a Sua morte na cruz foi o plano de resgate de Deus. Eis como Paulo descreve a Grande Troca: "Àquele [Jesus] que não conheceu pecado [Deus, o Juiz], O fez [a Cristo, o Substituto Perfeito] pecado por nós, para que n’Ele fossemos feitos justiça de Deus" ( 2 Cor 5:21). Se concordarmos com os termos simples de Deus - honestidade sobre nossa pecaminosidade e aceitação daquela oferta - Ele aceita a culpa do nosso pecado e troca-a pela a posição justa, certa, do Seu Filho. Não há qualquer oferta como esta em todas as religiões do mundo!

 

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