O Menino e o Carvão

Rosto sujo de carvão
     O pequeno chega a casa indignado e diz ao pai:

     - Estou com muita raiva do João, Papá! Ele envergonhou-me na escola e agora só lhe desejo mal!

     O pai levou-o ao quintal transportando um saco de carvão e disse-lhe:


     - Filho, quero que atires estes pedaços de carvão àquele lençol que está pendurado no arame, como se ele fosse o João.

     O filho sem entender, mas empolgado com a brincadeira, fez o que o pai lhe pediu.

     No fim, o pequeno disse estar feliz por ter deixado marcas pretas no lençol, como se fosse o colega.

     A seguir o pai levou-o para a frente de um espelho e para surpresa do pequeno, a aparência dele era tão preta, que mal conseguia enxergar os próprios olhos. O pai então concluiu:

     - Filho, quero que aprendas o seguinte: o mal que desejamos aos outros é como esse carvão, que conseguiu sujar um pouco o lençol, mas que na verdade te sujou muito mais a ti.

     Não desejes o mal de ninguém, pois tu serás sempre muito mais prejudicado.

     "... o que segue o mal faz isso para sua morte" (Provérbios 11:19).

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