O Deus que paga juros!
O evangelista Spurgeon foi em certa ocasião a Bristol para pregar em três capelas da Igreja Baptista, esperando obter nas colectas trezentas libras de que necessitava com urgência para o seu orfanato de Londres. As colectas renderam essa quantia.À noite, quando recolhia à cama, Spurgeon ouviu uma voz na sua consciência, que para ele era a voz do Senhor, e lhe dizia: "Dá essas trezentas libras a George Mueller (na foto)».
«Mas, Senhor», respondeu Spurgeon, «eu preciso do dinheiro para os queridos pequenos do orfanato de Londres».
Mais uma vez a mesma voz: «Dá as trezentas libras a George Mueller».
Só quando ele respondeu: «Sim, Senhor, levarei o dinheiro a George Muellen», é que conseguiu adormecer.
Na manhã seguinte dirigiu-se ao orfanato de Mueller e encontrou-o de joelhos, orando, em frente duma Bíblia aberta.
O célebre pregador pondo a mão sobre o ombro do outro, disse: «George, Deus mandou-me entregar-te este dinheiro».
«Oh!», exclamou Mueller, «querido Spurgeon, eu estava a pedir ao Senhor precisamente esta importância!»
Os dois homens de oração alegraram-se muito.
Quando Spurgeon voltou para Londres encontrou uma carta sobre a sua secretária. Abriu-a e verificou que ela continha trezentos guinéus (um guinéu é uma libra e um shilling). «Cá está:» exclamou ele com regozijo, «0 Senhor devolveu-me as minhas trezentas libras com um juro de trezentos shillings».
In “The Sunday School Times”, 1946



