Ilustrações da Verdade Bíblica (LXXII)

Por H. A. Ironside
Conclusões precipitadas
“Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mat. 7:1).
A loucura de julgar os outros está bem ilustrada numa história na vida que o saudoso bispo Potter, de New York costumava contar sobre si mesmo.
"Ele estava a navegar para a Europa num dos grandes transatlânticos. Quando ele embarcou, descobriu que um outro passageiro iria dividir o camarote com ele. Depois de ir ver as suas acomodações, foi à secretária do comissário de bordo e perguntou se ele poderia deixar o seu relógio de ouro e outros objetos de valor no cofre do navio. Ele explicou que normalmente nunca se valia desse privilégio, mas que tinha ido até ao seu camarote e conhecido o homem que ocuparia o outro beliche. Julgando pela sua aparência, ele estava receava que a pessoa pudesse não ser uma pessoa muito confiável.
O comissário de bordo aceitou a responsabilidade de cuidar dos objetos valiosos e disse: “Tudo bem, bispo, terei prazer em cuidar das suas coisas. O outro homem já veio até aqui também deixar as coisas dele pelo mesmo motivo!"
Talvez alguém se lembre das linhas de Robbie Burns,
"Oh, que Deus nos dê a menor das graças,
A de nos podermos ver como nos veem os outros."
É muito fácil fazer juízos precipitados, só para descobrir depois que eles são totalmente infundadas. "O amor tudo crê, tudo espera."
- FIM



