A Hora Tranquila (III de III)

apgibbs.jpg     Como ajuda para a meditação, eis algumas perguntas sugestivas que cada pessoa pode fazer a si mesma, depois de ter lido a porção da Bíblia. As respostas a estas perguntas servirão para gravar no nosso coração e na nossa mente o que lemos, para que a Escritura se torne, desta forma, parte indispensável da nossa vida: . 

     1. Sobre que pessoas e lugares eu li, e o que aprendi a esse respeito?

     2. Qual, em minhas próprias palavras, é o assunto principal desse capítulo?

     3. Qual é, para mim, o melhor versículo? Posso repeti-lo de cor? (Esse versículo deve ser sublinhado com um lápis).

     4. Que exemplo encontrei neste capítulo, que devo seguir? Que mandamentos ou preceitos devo obedecer? (nunca nos esqueçamos que a obediência à vontade de Deus, a qual conhecemos, é essencial para o verdadeiro discipulado (Jo 7:17, 8:31, 13:17; Lc 6:46; Tg 1:22-24).

     5. Que advertências havia ali, para que eu observasse?

     6. Que orações haviam ali, que eu deveria ecoar?

     7. Que orientações eu recebi para o meu caminho hoje?

     A resposta a estas perguntas requererá verdadeira concentração mental, mas o esforço vale a pena, porque tornará a Palavra de Deus uma realidade viva na sua vida, e resultará na formação e desenvolvimento de um genuíno carácter cristão... uma possessão verdadeiramente inestimável!


3. Os terceiros cinco minutos devem ser dedicados a adoração, louvor e oração. Pensemos neles por ordem:

     1. Adoração. É a ocupação do coração com o próprio Deus, excluindo-se tudo o mais. É o transbordar de um coração agradecido, sob, a sensação da graça e favor divinos. Deus deseja e procura a adoração do Seu povo comprado com sangue. Veja Jo 4:23,24. É a ocupação mais elevada do filho de Deus nesta vida, e será o seu trabalho durante a eternidade (Ap 4:11; 5:12). Nós louvamos a Deus pelas Suas bênçãos; oramos a Deus por tudo o que Ele revelou ser em Seu Filho amado. Desta forma, com reverência, solenidade, admiração e gratidão, o crente ocupa-se com Deus.

     2. Louvor. Deus deseja um povo agradecido, que O louve. "O que Me oferece sacrifício de acções de graças, esse Me glorificará" (Sl 50:23). É-nos ordenado " Entrai pelas portas d’Ele com louvor, e em Seus átrios com hinos: louvai-O, e bendizei o Seu nome" (Sl 100:4).

     Devemos louvar a Deus pelo Dom de Seu Filho, que Se deu por nós; pelo Espírito Santo, que em nós habita, ensina e guia; pelas Sagradas Escrituras, que são a perfeita revelação de Deus para nós; por todas as bênçãos espirituais que são nossas em Cristo; pelas muitas misericórdias temporais que Ele tem derramado sobre nós na forma de saúde, comida e roupa, e pelas orações respondidas.

     Todo crente deve cultivar o hábito de agradecimento e louvor. Certamente, é pura mendigaria estar sempre a pedir os favores de Deus, sem nunca dirigir-Lhe uma palavra de agradecimento e louvor por tudo o que Ele fez, está a fazer e ainda irá fazer por aqueles que salvou pela Sua graça. Veja Fl 4:6,7; Ef 5:20; Sl 69:30,31; 92:1.

     3. Oração. Através da oração, o crente expressa a sua absoluta dependência de Deus para o suprimento de todas as suas necessidades e, ao mesmo tempo, a sua suprema confiança de que Deus ouvirá e responderá aos seus pedidos, se feitos com fé e de acordo com a Sua vontade (I Jo 5:14,15). Deus ordena, inspira, ouve e responde a oração (Hb 4:14-16; Lc 18:1; Mt 6:6-12; Sl 65:2).

     Primeiro, deve vir a oração por si próprio. Isto inclui a confissão franca e o pedido de perdão por todo o pecado conhecido: "Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá (Sl 66:18; compara com I Jo 1:9). Torne conhecidas de seu Pai celestial todas as suas necessidades, com a simplicidade, franqueza e confiança de uma criança que se dirige ao seu pai terreno. O Senhor Jesus disse: "vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas" (Mt 6:32). Exponha os seus problemas diante d’Ele, e procure sabedoria divina para resolvê-los (Tg 1:5-7). Lance sobre Ele toda a ansiedade, porque Ele interessa-se por si (I Pe 5:7). Lembre-se: nada é pequeno demais para Lhe ser mencionado, pois Deus gosta de ouvir as orações simples, fervorosas e confiantes dos Seus filhos.

     Depois, deve haver súplicas pelos outros. Não devemos ser egoístas nas nossas orações, pensando apenas em nós mesmos, lembremo-nos também das necessidades dos outros. Deus deseja que sejamos intercessores a favor dos outros. Veja Ef 1:15,16; Cl 1:9; I Sm 12:23. Devemos orar pelos que estão em posição de autoridade sobre nós, para que Deus lhes dê humildade de coração e sabedoria divina que os capacite a governar bem e sabiamente (I Tm 2:1-4). Devemos orar pela nossa família, parentes e amigos, particularmente pelos não salvos, para que possam ser convencidos do pecado e levados a colocar a sua fé em Cristo. Devemos orar por todos os que procuram pregar o Evangelho, quer na nossa terra, quer nos campos missionários no estrangeiro.

     Lembre-se: ainda é verdade que "a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tg 5:16). A oração é uma força poderosa, porque move a mão d’Aquele que move o mundo. A oração muda as circunstâncias, portanto, ore!
Como auxílio à sua memória, muitos crentes mantêm uma lista de oração registando os nomes dos que desejam lembrar diante do trono da graça. 

     Decerto que o leitor concordará que esta "hora tranquila" é uma necessidade absoluta para o filho de Deus, e que 15 minutos, no mínimo, não é tempo longo demais para se passar na presença de Deus, lendo e meditando na Sua palavra, e mantendo comunhão com Ele através da oração.

     Que eu e você mantenhamos, a todo custo, esta preparação essencial para cada dia da nossa vida cristã.
FIM
Alfred P. Gibbs

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