CULTOS: um peso?

Estar no culto é muito importante     Os crentes mais velhos contam que nos tempos em que eram mais novos, para frequentarem os cultos da igreja viajavam muitas vezes quilómetros a pé.
 
     Uma mulher bem de idade e uma rapariga, remavam ambas uma pequena canoa para irem ao culto. Ao ser-lhes perguntado se vinham de longe, responderam: “Há duas horas que estamos a remar, e serão mais duas para voltar”. Que desafio para nós!

     Certo dia alguém disse o seguinte: “Não tínhamos nada que exortar os crentes a frequentarem os cultos da igreja, pois cada um deve sentir que é seu dever e privilégio estar reunido com o povo de Deus”. Há uns anos atrás uma irmã disse: “Quando somos do mundo, gostamos de estar e conversar com os do mundo, frequentar o ambiente do mundo. Mas depois de convertidos qual é o prazer do crente, senão o de estar nos cultos da igreja, e conversar com os seus irmãos?” 

     Infelizmente, vivemos num tempo em que para muitos, ir aos cultos da igreja já não é prioridade – tornou-se um peso. Prioridade é  o trabalho, ginásio, lazer, actividades sociais, etc. Sabemos que há irmãos que de facto têm motivos justos para faltarem, pois são empregados e têm horas e escalas a cumprir; outros trabalham durante o dia e estudam à noite. Uma coisa é certa, Deus sabe de tudo (Sl. 139.1-4), e se for motivo justo, Ele mesmo justificará o crente.

     Para muitos, entretanto, “ir à igreja” uma vez por semana já está muito bem, porque ouvir estudos da bíblia todas reuniões é muito “chato”; o bom mesmo é um congresso com muitas bandas, grupos musicais, corais etc., aí sim é que é gostoso. Meus irmãos, não são poucas as vezes que numa reunião se canta mais de uma hora, e quando passa a palavra ao pregador, ele e o seu auditório já se acham cansados. O estudo da Palavra está a ser posto em segundo plano, porque os crentes não estão a gostar muito dos estudos bíblicos. Não será por esse motivo que hoje, as igrejas estão mundanas e sem uma estrutura espiritual?

     Prezado irmão e irmã, será que já parou por um momento e reflectiu sobre o quão pouco nos reunimos num ano?

     Vamos a uma breve consideração sobre isso: Um dia completo é de 24:00 horas, uma semana são 168:00 horas, um mês de 30 dias tem 720:00 horas, logo um ano normal é composto de 8.760:00 horas.

    Veja bem: um crente que assiste a 5 reuniões de 01:15 horas por semana (incluindo a ceia), ele conseguirá, numa semana, assistir apenas a 6:15 horas de reuniões, ficando para ele gastar consigo, 161:45. Pense agora em um mês de trinta dias: Em quatro semanas o crente que assiste às cinco reuniões, vai conseguir assistir, num mês, somente a 25:00 horas de reuniões, e ficará para gastar consigo, mensalmente, 695:00 horas. Pensemos agora dentro de um ano normal o que vamos conseguir. Um ano tem cerca de 53 semanas e quando assistimos a 6:15 horas por semana, conseguimos assistir em um ano apenas a 331:15 horas, ficando para gastar consigo 8.428:45 horas.

     Para o crente conseguir assistir a tão poucas horas de reuniões em um ano, ele não poderá faltar a nenhuma, e nem chegar atrasado, doutra sorte, não conseguirá nem isso. Confessamos que diante deste cálculo ficamos envergonhados, ao percebermos que o tempo que passamos nos cultos é realmente muito pouco.

     Finalmente, estes cálculos não têm como objectivo colocar uma regra, mas sim levar-nos a uma reflexão. Ficamos com a maior parte do tempo para nós, e muitos são os que acham que é demais assistir a umas três ou quatro reuniões por semana, que, muitas delas, não ultrapassam mais de uma hora, e se o pregador passar um pouquinho “da hora” ai, ai ! Cremos ser hora de um despertamento e de darmos prioridade àquilo que realmente deve ter prioridade. Em Act. 2:46 lemos que os crentes reuniam-se TODOS OS DIAS!!!

     "Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia" (Hebreus 10:25).

- S.M.O.

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