Atendam os meus olhos à razão

Certa ocasião um crente pediu a Deus que lhe falasse dum modo especial.
Pediu a Deus que enviasse fogo sobre uma sarça, como fez diante dos olhos de Moisés, ou derrubasse um muro como fez para espanto de Josué, ou acalmasse as ondas como operou no mar da Galileia, diante do olhar atónito dos discípulos.
Depois sentou-se e esperou.
Deus ouviu-o, e respondeu-lhe. Incendiou – não uma sarça, mas uma igreja. Desmoronou um muro – não de tijolo, mas de pecado. Acalmou um temporal – não no mar, mas numa alma.
Depois esperou que o crente reagisse. Mas porque ele estava cego, julgava que Deus não tinha feito nada.
Em face disso o crente voltou a buscar a Deus e perguntou-Lhe, “Perdeste o Teu poder?”
Deus respondeu-lhe, dizendo, “Perdeste a tua visão?”
Bem podemos dizer com o Apóstolo Paulo, em coro uníssono, que o Senhor «é poderoso para fazer TUDO muito mais abundantemente ALÉM DAQUILO QUE PEDIMOS ou pensamos, segundo o poder que em nós opera!» (Efé. 3.20).
E bem precisamos de orar como ele: «para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, nos dê, em seu conhecimento, o espírito de sabedoria e de revelação, tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibamos qual seja a esperança da nossa vocação e quais as riquezas da glória da Sua herança nos santos e qual a sobre-excelente grandeza do Seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do Seu poder» (Efé. 1.17-19).
Oremos como o Salmista, «atendam os meus olhos à razão» (Sal. 17.2).



