Quando a disciplina se cala

Peço a palavra porque o silêncio é ensurdecedor

 

Quando a disciplina se cala

 

O pecado não julgado na igreja

     Quando a disciplina se cala, instala-se a indisciplina, resultando em comportamentos desafiadores à instrução clara da Palavra de Deus. 

     Cuidado com a a existência de pecados na igreja que, por diversos motivos, permanecem não julgados — ou seja, não reconhecidos, não confrontados e não disciplinados. Essa omissão não é neutra; ela corrói o testemunho da igreja, fere vidas, compromete o desenvolvimento espiritual dos mais novos na fé e na idade, e ofende a santidade de Deus.

Porque a igreja deixa de julgar certos pecados?

  • Medo de perder membros e ofertas — O pecado é tolerado quando se receia que o prevaricador deixe de se congregar ou quando o pecador é abastado ou influente, e deixa de ofertar.
  • Falsa interpretação de “não julgar” — Muitos citam Mateus 7:1 (“Não julgueis”) para abolir toda disciplina, ignorando outros textos bíblicos, como 1 Cor. 5:12, que diz: “…Não julgais vós os que estão dentro?”
  • Estarem em causa familiares na carne - Esquecem-se que Deus não faz aceção de pessoas (Rom. 2:11; Tiago 2:1). Esquecem-se de o que está escrito: “... se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado...” (Tiago 2:9).
  • Falta de coragem espiritual — É mais fácil julgar “os que estão de fora” do que julgar “os que estão dentro” (1 Cor. 5:12). O Apóstolo Paulo repreendeu os Coríntios em 1 Cor. 5 devido a essa falta de coragem.

Consequências devastadoras

     Quando a igreja não julga o pecado, ela:

  • Torna-se cúmplice - Um pecado não julgado torna-se pecado de toda a congregação. (1 Coríntios 5:6 diz: “Um pouco de fermento leveda toda a massa”). O pecado não julgado na assembleia em Corinto fez Paulo dizer: “Alimpai-VOS”, pois foram todos contaminados.
  • Escandaliza os fracos e os de fora — É um tropeço para os novos crentes, que pensam que tal é normal. Os que pecam e persistem e permanecem no pecado, tentam normalizar o que é anormal. Têm que ser travados, disciplinados, como Paulo fez com o que “cometeu tal ação” em Corinto (1 Cor. 5). E o mundo, ao observar a hipocrisia de uma igreja que fala em santidade mas vive em iniquidade, despreza o Evangelho que a igreja deveria levar a abraçar. “Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os Gentios por causa de vós.” (Romanos 2:24)
  • Destrói vítimas — O pecado não confrontado, não disciplinado, continua a ferir pessoas reais, mas infelizmente os transgressores, cheios de si próprios, só pensam em si mesmos, e não querem saber dos outros. “… vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano: e isto aos irmãos.” (1 Cor. 6:8).
  • Ofende a Deus — A disciplina é um ato de amor à santidade, e a sua ausência é desprezo por Deus. Nós vemos na epístola aos Hebreus que Deus corrige “para nosso proveito, para sermos participantes da Sua santidade” (Hebreus 12:10). “…como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; porquanto escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo.”

     Quanto melhor é atentarmos para o que Deus diz  aos mesmos Coríntios em 1 Cor. 11:31: “…se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.”

     A disciplina é a mais elevada expressão de amor próprio.

     Vamos a isso?

 

- C.M.O.

 

 

 

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