Os fins não justificam os meios

Integridade

 

     A frase "o fim justifica os meios" ou "os fins justificam os meios” foi uma afirmação proferida pelo poeta romano Ovídio na sua obra Heroidas, em latim: Epistulae Heroidum, lit. "Cartas das Heroínas”, sendo habitualmente atribuída de forma errada a Nicolau Maquiavel.

     Quando uma pessoa afirma que os fins justificam os meios, isso significa que ela está disposta a fazer qualquer coisa (mesmo errada, pecaminosa) para conseguir algo que ela deseja alcançar.

     Popularmente, a frase é usada como justificativa do emprego de expedientes desonestos ou violentos para a obtenção de determinado fim bom.

     O seu significado está ligado ao pensamento de que a ética pode ser ignorada quando se tem um bom fim, ou seja, que vale tudo para alcançar o que se deseja de bem.

     Uma pessoa que acredita que os fins justificam os meios poderá realizar ações como: mentir no currículo para conseguir um trabalho, copiar em exames, enganar amigos para obter vantagens e mais uma série de atitudes totalmente reprováveis e prejudiciais. 

     Muitas pessoas acreditam que tudo é permitido quando se quer fazer alguma coisa importante. Mas coisas que são feitas por tais pessoas são consideradas reprováveis no âmbito da ética, da moral e principalmente da Bíblia.

     Vejamos um exemplo de uma pessoa que acredita que os fins justificam os meios.

     Numa companhia empresarial é aberta uma vaga no Conselho de Administração. Depois de várias entrevistas, a escolha fica entre dois candidatos: A e B. O candidato A tem uma família para sustentar e aquela vaga possibilitaria proporcionar uma vida melhor aos seus filhos. No dia da entrevista final, o candidato A esvazia os pneus do candidato B durante a noite, impossibilitando-o de ir à entrevista. Como consequência, o candidato A consegue o emprego. O candidato A pode alegar que tinha um objetivo bom, que era dar uma vida melhor aos seus filhos. Neste caso, para esse fim justificou osmeio, considerado errado para muitas pessoas e principalmente para as Escrituras. Como é óbvio, ele errou, pecou, e isso é condenável.

     Alguns, sabendo do gesto do candidato A dirão, “que pai exemplar, empenhado no bem dos filhos!” Terá sido, mesmo exemplar, tendo feito o que fez, ao candidato B? Cuidado com as apreciações precipitadas e parcelares. O juízo deve ser feito pelo todo e não pela parte.

     Segundo a Palavra de Deus, fazer o que é errado para se conseguir um bem, não só não é justificável, como é condenável.

    O Apóstolo Paulo, em Romanos 3:8 diz clara e contundentemente, “... Façamos o mal, para que nos venha o bem? A condenação dos tais é merecida”.

- C.M.O.

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