Nimmukwallah

duke wellington 600

 

     Pouco depois do Duque de Wellington, Sir Arthur Wellsley, ter regressado da Índia, tendo contribuído para a captura de Seringapatam e ganho a vitória de Assaye, o mesmo foi nomeado para um comando comparativamente insignificante de uma brigada de infantaria, estacionada em Hastings. Um amigo expressou o seu espanto e surpresa: “Como é que um general que tinha conduzido tantos milhares à vitória podia ser colocado no comando de uma simples brigada?”

     Sir Arthur respondeu: “Eu sou um Nimmukwallah, como se diz no oriente, ou seja, eu comi o sal do Rei, e por isso concebi ser meu dever servir alegre e zelosamente sem qualquer hesitação quando e onde quer que o Rei ou o seu governo pensem adequado empregar-me”.

      Certamente que a lição a ser extraída deste comentário é-nos muito útil. Se a sua lembrança de ter comido o sal do Rei provocou no general tal devoção sem reservas, com alegria e sem qualquer queixume, como deve ser a devoção daquele a quem o Senhor concedeu o privilégio de O servir no que e onde quer que seja. Temos recebido a Sua misericórdia (2 Cor. 4:1) e sublime graça (2 Cor. 12:9). Não desistamos com as dificuldades, contrariedades e desilusões próprias dos santos que vivem neste mundo.

     Somos Nimmukwallah. A obra é toda Sua e somos por Ele nomeados (2 Cor. 5. 18). Nós servimos o Senhor Jesus Cristo (Col. 3:24). Lembremo-nos da linguagem do Apóstolo Paulo, “de Quem eu sou, e a Quem eu sirvo“ (Atos 27:23), e do seu espírito e atitude de permanente satisfação por ao Senhor servir, fosse no Areópago, ou à beira rio, fosse a uma audiência de sábios ou de ignorantes, fosse no meio de santos ou entre pecadores opositores, fosse aos Judeus nas sinagogas ou aos bárbaros nas praias de Melita, em terra firme ou sobre a água turbulenta, nos palácios ou em prisões.

     E mesmo quando todos o abandonaram ele ainda se regozijava e exclamava: “Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que por mim fosse cumprida a pregação ... e fiquei livre da boca do leão” (2 Tim. 4:17).

     Que assim seja connosco! Quando a carne estiver a desfalecer que o espírito se erga sempre firme e diga: Nimmukwallah.

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