Serviço Cristão

É imperativo que todo o filho de Deus conheça os princípios fundamentais do serviço Cristão. Pode-se mencionar muitas partes da Palavra de Deus para mostrar estes princípios de serviço, mas para fins práticos e uma ilustração de maior magnitude, consideraremos o profeta em 1 Reis 18. Nesta passagem, somos apresentados a Elias, o Tesbita, que enquanto comprometido na obra do Altíssimo, manifestou de maneira muito espetacular tanto poder espiritual quanto humildade. Vamos considerar estas qualificações espirituais como elas são vistas no profeta.
O poder de Elias
O retrocesso, como um cancro, havia-se instalado em todo o Israel. O rei Acabe havia repudiado os mandamentos do Senhor (v. 18). Ele também havia adotado e estava a praticar a doutrina pérfida de Baal. Elias viu a nação a hesitar entre duas opiniões (v. 21), então, arriscando a sua própria vida, ele convocou o rei, o povo e os profetas de Baal para uma disputa no Monte Carmelo, de modo a que de uma vez por todas, pudesse ser plenamente demonstrado que "Só o Senhor é Deus" (v. 39).
A disputa desenrolou-se e os profetas de Baal foram definitiva e vergonhosamente derrotados. Isso resultou numa tremenda humilhação do rei aos olhos de Israel. Elias, o homem de poder, ganhou o dia para o seu Deus, e este foi o meio de transformar aquele povo indeciso, vacilante num povo com propósito firme, pois unidos e triunfalmente aclamaram "Só o Senhor é Deus" (v. 39).
A humildade de Elias
Sem dúvida a derrota e a destruição dos profetas de Baal levou as pessoas a reconhecer Elias como um homem de poder. Eles também viram a vergonha e a confusão do seu rei idólatra, e nas suas mentes eles iriam naturalmente questionar a sua autoridade e senhorio. Elias, com grande esperança de que o rei iria abandonar os seus ídolos e a sua impiedade, e honrar o único Deus verdadeiro, procurou imediatamente restaurar o poder governamental nas mãos de Acabe, e colocá-lo novamente na posição de monarca absoluto. Isto ele empenhou-se em cumprir desempenhando o servil e humilde ato de correr como um mensageiro perante o rei desde o Monte Carmelo até à entrada de Jezreel (v. 46).
No Oriente, isto era um costume antigo e era invariavelmente feito por um homem de condição inferior. Ora, Elias foi empregue nesta capacidade de anunciar a aproximação da carruagem real. Quando consideramos a idade, caráter e ofício de Elias, parece ser um empreendimento anormal e quase absurdo. No entanto, Elias, o homem de poder, tornou-se no homem de humildade para o rei poder recuperar a autoridade sobre o seu povo.
Durante aproximadamente 20 quilómetros este veterano idoso com os seus lombos cingidos correu perante o rei. Que efeito isso deve ter tido sobre Israel! Em circunstâncias normais, isso teria sido impossível devido aos anos de Elias, mas ele foi fortalecido para a ocasião como qualquer servo do Senhor, porque a mão do Senhor estava sobre ele.
Certamente esta narrativa, ilustra que o serviço divino exige homens e mulheres de poder e humildade que estejam dispostos a colocar em risco as suas vidas a fim de que a piedade e a liberdade prevaleçam.
- Neil Dougal



