Antigos noivos e noivas (1)

A história do livro de Génesis gira em torno de sete grandes homens: Adão, Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó e José. Na medida em que a imagem de Cristo foi formada neles, nesse grau eles são homens típicos. Todos eles eram homens casados. Não nos é dito como três deles tiveram as suas esposas, mas tal é-nos dito acerca dos outros quatro. Cada um destes quatro recebeu a sua esposa através do sofrimento. Adão não sofreu realmente, mas tipicamente, e ele sofreu na capacidade de rei. Jacó sofreu como servo, Isaque como o filho unigénito de seu pai e José como homem inocente. Quão maravilhosamente tudo isso aponta para os quatro aspectos dos sofrimentos de Cristo, conforme apresentados nos Evangelhos. Em Mateus, vemos o nosso Senhor sofrer na capacidade de Rei; em Marcos, Ele sofre como Servo; em Lucas, como Homem perfeitamente impecável, e imaculado; e em João, Ele sofre como Filho Unigénito do Pai. O Seu próprio amor ditou a senda de trabalho e sofrimento, pois voluntariamente e com amor Ele pagou o preço da nossa redenção, na Sua morte expiatória no Calvário. Cristo amou a Igreja e deu-Se a Si mesmo por ela.
Nas quatro noivas desses quatro homens, temos, tipicamente, quatro estágios progressivos na história da amada noiva de Cristo. “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”. Em Eva, a noiva é o objeto do amor eleito; em Raquel, o objeto do amor sofrido; em Rebeca, o objeto do amor sustentador; e Asenate foi o objeto do amor honroso. Cada passo em relação à noiva de Cristo, desde a sua eleição, até que ela reine na glória milenar e eterna, é progressivo, rumo ao seu glorioso destino com o seu Amado.
- Robert McClurkin
(Continua)



