O que pensa da eutanásia?

Apesar de Billy Graham já ter sido promovido à glória (07NOV1918-21FEV2018), continuaremos a publicar as suas Perguntas/Respostas - novas e em arquivo.
Pergunta: A minha mãe instruiu-me a não recorrer a medidas extremas para prolongar a sua vida, caso venha a sofrer de uma doença prolongada. Está ela certa? Não deveríamos fazer tudo o que pudermos para continuar a viver? Que outra esperança há, senão a vida? – L.D.
Resposta: Muitas pessoas terão de enfrentar a realidade do viver em “tempo emprestado”. Permitir que o processo natural da morte siga o seu curso não é, necessariamente, errado, quando a vida só pode ser mantida por meios médicos extremos. Há uma diferença entre prolongar a vida e adiar a morte.
A Bíblia diz que há “tempo de nascer e tempo de morrer” (Eclesiastes 3:2). Muitos confundem o direito de morrer com o tema da eutanásia (o ato deliberado de tirar a vida a quem sofre). Mas não são a mesma coisa.
O “direito de morrer” refere-se ao direito que cada pessoa tem de decidir se devem ser tomadas medidas extraordinárias ou “heróicas” — normalmente envolvendo meios mecânicos ou dispendiosos de suporte de vida — para prolongar a vida, em casos em que a morte parece praticamente inevitável. A vida é sagrada e é-nos dada por Deus; por essa razão, nunca devemos aprovar a morte deliberada e antinatural de alguém.
Quando estamos ao lado da cama de alguém cujo corpo está ligado a tubos por todas as partes, compreendemos como um tratamento médico aparentemente humano pode parecer desumano. Quando o tratamento de seres humanos se torna, a todos os olhos, desumano, muitos de nós desejam ter o direito de recusar esse tipo de intervenção. Encontramos consolo em Jó 12:10: “… está na Sua mão a alma de tudo quanto vive, e o espírito de toda carne humana” A resposta está apenas em Deus, pois é d’Ele que vem o nosso próprio fôlego.
Para o Cristão, a morte pode ser enfrentada com realismo e vitória, porque os que creem no Senhor Jesus Cristo sabem que “nem a morte, nem a vida... nos poderá separar do amor de Deus” (Romanos 8:38–39).
- Billy Graham



