Devemos estar em constante estado choro pelos enfermos e mortos?

Apesar de Billy Graham já ter sido promovido à glória (07NOV1918-21FEV2018), continuaremos a publicar as suas Perguntas/Respostas - novas e em arquivo.
Pergunta: A maioria das pessoas acha que o Sermão da Montanha de Jesus está cheio de beleza e bons conselhos, mas não tenho a certeza se entendi bem as bem-aventuranças, e fico mais preocupado quando Jesus dá bênçãos aos que choram. Devemos estar em constante estado de choro pelos enfermos e mortos? - P.M.
Resposta: A palavra “chorar” significa “sentir profunda tristeza, mostrar grande preocupação ou deplorar algum erro existente”. Isso implica que, se quisermos viver a vida num plano superior, devemos ser sensíveis, compreensivos, compassivos e em estado de alerta às necessidades dos outros — mas também conscientes do nosso próprio pecado e falta de obediência ao Senhor. O Senhor não deu a entender que o choro tivesse a ver com os que têm uma visão mórbida da vida; Ele estava a falar a pessoas que buscavam viver vidas mais plenas com Deus no centro.
Antes de nos tornarmos fortes, devemos primeiro perceber que somos fracos. Antes de nos tornarmos sábios, devemos perceber que somos loucos. Antes de podermos receber poder, devemos primeiro confessar que somos incapazes. Devemos lamentar os nossos pecados diante de Deus antes de nos podermos regozijar no Salvador. O choro vem sempre antes da exultação. Bem-aventurados os que choram a sua indignidade, o seu desamparo e a sua inadequação. Se não sentirmos tristeza pelo pecado, como poderemos conhecer a necessidade de arrependimento?
Na administração de Deus, devemos descer ao vale da dor antes de podermos escalar as alturas da glória espiritual. Devemos ficar cansados e exauridos de viver sem Cristo antes de buscar e encontrar a Sua salvação. Devemos chegar ao fim do “ego” antes de podermos realmente começar a viver. “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.” (Salmos 34:18)
- Billy Graham
(Esta coluna baseia-se nas palavras e escritos do saudoso Billy Graham.)



