Os cristãos devem participar em medidas de defesa da guerra envolvendo o uso de armas?

Apesar de Billy Graham já ter sido promovido à glória (07NOV1918-21FEV2018), continuaremos a publicar as suas Perguntas/Respostas - novas e em arquivo.
Pergunta: Sempre houve debate sobre se um cristão deve participar em medidas de defesa de guerra envolvendo o uso de armas, certo? - C.W.
Resposta: A guerra é uma das consequências de se viver num mundo decaído em que homens e mulheres pecadores são incapazes de resolver as diferenças entre si por meios pacíficos.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o mundo testemunhou um tirano que procurou dominar o mundo e, ao mesmo tempo, tentou exterminar todo um povo. Apenas a guerra pôs fim a isso. Porém, a guerra certamente não é a preferência do cristão para resolver problemas individuais ou globais. Nós devemos aceitar a nossa responsabilidade como cidadãos. Um homem pode protestar contra a guerra e criticar o seu governo por se envolver na guerra, mas como cidadão que aceita os privilégios e benefícios do seu governo, ele também deve aceitar certas responsabilidades. Se estivermos em desacordo com o nosso governo, podemos sempre votar para conduzir a nossa cidadania de modo diferente.
É importante lembrar que há um preço pela liberdade. O sangue dos nossos antepassados fala disso e sabemos pelas Escrituras que, embora não possamos merecer a salvação de Deus, tal custou-Lhe o sangue do Seu único Filho, Jesus Cristo. Quando os soldados perguntaram a João Batista sobre o seu dever, “... Ele lhes disse: A ninguém trateis mal, nem defraudeis e contentai-vos com o vosso soldo" (Lucas 3:14). Ele não lhes disse que deveriam deixar de ser soldados.
Um cristão acharia difícil ser um cidadão leal numa nação que promovesse a guerra. Podemos agradecer a Deus por sermos parte de uma nação que procura resolver todos os problemas por meios pacíficos e lembrar que a Bíblia diz: "Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens" (Romanos 12:18).
- Billy Graham



