O que pensa do livro "O céu existe mesmo" - A história de um pequenito que diz ter estado no Céu e trouxe de lá uma mensagem?
Para quem não sabe este livro, um fenómeno editorial sem precedentes, narra a história de Colton Burpo, um menino que, aos 4 anos, depois de ter sido submetido a uma cirurgia no decurso da qual esteve entre a vida e a morte, começou a falar com os pais sobre os anjos que o teriam visitado durante a operação à apendicite aguda, dos seus encontros com Deus e com Jesus, das visões que teve durante a cirurgia, da mãe e do pai a orarem enquanto ele era operado.
Nada do que ali é contado nos impressiona e seduz. Devemo-nos guiar pela verdade das Escrituras, que são a nossa regra exclusiva de fé, e não por histórias fantásticas – fábulas, no dizer da Bíblia.
Em 1 Timóteo 1:4 Deus diz-nos para não nos darmos “a fábulas … que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé”.
Em 2 Timóteo 4:4 Deus diz que as pessoas tendem a desviarem “os ouvidos da verdade” ao voltarem-se para fábulas.
E em 2 Pedro 1:16 Deus alerta mesmo para a existência de “fábulas artificialmente compostas”.
Por isso Deus diz-nos com muita clareza em 1 Timóteo 4:7: “… rejeita as fábulas … e exercita-te a ti mesmo em piedade”.
Não devemos dar importância a supostos acontecimentos surpreendentes e fantásticos que ocorram. A Bíblia previne-nos:
“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema” (Gálatas 1:8).
Este pequenito, Colton Burpo, não pode dizer nada que a Bíblia não tivesse já dito. Se diz algo que a Bíblia não diga, tal é heresia, e se diz o que a Bíblia diz, para que o diz? Quando o jovem Eutico morreu e ressuscitou no decurso de uma pregação do Apóstolo Paulo, o culto depois continuou, mas o pregador continuou a ser Paulo. Decerto que Eutico teria muito que contar, mas isso não era mais relevante do que a mensagem da Palavra de Deus que Paulo tinha para anunciar. É isso que pensamos. É isso que fazemos.
“E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e alargou a prática até à meia noite. E havia muitas luzes no cenáculo onde estavam juntos. E, estando um certo mancebo, por nome Eutico, assentado numa janela, caiu do terceiro andar, tomado de um sono profundo que lhe sobreveio durante o extenso discurso de Paulo: e foi levantado morto. Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma nele está. E subindo, e partindo o pão, e comendo, ainda lhes falou largamente até à alvorada; e assim partiu” (Actos 20:7-11).
Por incrível que possa parecer, o simples testemunho das Escrituras – conhecidas no tempo de Jesus, na Terra, pela expressão “Moisés e os Profetas” – é mais crível e credível que o testemunho de um morto ressuscitado. “… Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite” (Lucas 16:31). Está escrito que “… a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus” (Romanos 10:17). Se assim é - e é , de facto -, empenhemo-nos em conhecer a Bíblia com aferro.
- C. M. O.



