Ainda sobre a expulsão de demónios
Terminámos o pequeno artigo Qual o objectivo da expulsão de demónios? com a questão, "Assim sendo, com que autoridade alguns querem hoje expulsar demónios e, já agora, … com que objectivo?"Porque a questão levantada pode suscitar algumas dúvidas entendemos dever esclarecer o seguinte:
Hoje, na dispensação da graça, o Senhor não nos comissiona nem nos dá autoridade para expulsarmos demónios. Os doze apóstolos receberam claramente essa autoridade quando comissionados a pregar o Evangelho do reino.
É importante saber, nas Escrituras, quando, a quem e para que foi dada a ordem de expulsar demónios.
"Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos;
"Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa d’Israel;
"E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus.
"Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demónios: de graça recebestes, de graça dai.
"Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos;
"Nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordão; porque digno é o operário do seu alimento" (Mateus 10:5-10; Cf. Mar. 3:14,15; Luc. 9:1-3).
No texto atrás citado, e nos igualmente referidos, vemos que foi quando o Senhor, na terra, ministrou ao Seu povo terreno, Israel, que deu tal ordem. Deu-a aos Seus doze apóstolos como parte da pregação do Evangelho do reino e tendo em vista o estabelecimento do mesmo.
Note o rigor e exclusividade da comissão: “Ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel”. “Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos”. Como esta linguagem é estranha à dispensação da graça de Deus!
Note a diferença do teor da mensagem: “pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus”. Hoje não somos enviados a proclamar “o reino dos (não nos) céus”, mas a morte e a ressurreição de Cristo (Cf. 1 Cor. 15:1-4).
Note as demais acções associadas: “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos”. Quem hoje faz isto com credibilidade? Notemos que quando esta comissão foi levada a cabo os próprios inimigos não podiam negar a evidência dos milagres (Cf. Act. 4:16). Hoje até os crentes o negam.
Note as condições exigidas: “Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordão”. Quem hoje respeita estes requisitos? Nem é necessário fazer qualquer comentário a este respeito, tal a evidência.
Esta comissão não faz parte da pregação do Evangelho da graça e em vão procuraremos encontrar nas Escrituras qualquer associação destas práticas e procedimentos com o mesmo.
Assim sendo, as pessoas eventualmente endemoninhadas enquadram-se na situação das demais. Precisam que lhes anunciemos o Evangelho da graça, que é poder (dinamite, no Grego) para salvação de todo aquele que crê e de simplesmente orar por elas. Nem mais, nem menos. (Cf. Rom. 1:16; 1 Tim. 2:1-4).
É importante saber, nas Escrituras, quando, a quem e para que foi dada a ordem de expulsar demónios.
"Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos;
"Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa d’Israel;
"E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus.
"Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demónios: de graça recebestes, de graça dai.
"Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos;
"Nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordão; porque digno é o operário do seu alimento" (Mateus 10:5-10; Cf. Mar. 3:14,15; Luc. 9:1-3).
No texto atrás citado, e nos igualmente referidos, vemos que foi quando o Senhor, na terra, ministrou ao Seu povo terreno, Israel, que deu tal ordem. Deu-a aos Seus doze apóstolos como parte da pregação do Evangelho do reino e tendo em vista o estabelecimento do mesmo.
Note o rigor e exclusividade da comissão: “Ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel”. “Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos”. Como esta linguagem é estranha à dispensação da graça de Deus!
Note a diferença do teor da mensagem: “pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus”. Hoje não somos enviados a proclamar “o reino dos (não nos) céus”, mas a morte e a ressurreição de Cristo (Cf. 1 Cor. 15:1-4).
Note as demais acções associadas: “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos”. Quem hoje faz isto com credibilidade? Notemos que quando esta comissão foi levada a cabo os próprios inimigos não podiam negar a evidência dos milagres (Cf. Act. 4:16). Hoje até os crentes o negam.
Note as condições exigidas: “Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordão”. Quem hoje respeita estes requisitos? Nem é necessário fazer qualquer comentário a este respeito, tal a evidência.
Esta comissão não faz parte da pregação do Evangelho da graça e em vão procuraremos encontrar nas Escrituras qualquer associação destas práticas e procedimentos com o mesmo.
Assim sendo, as pessoas eventualmente endemoninhadas enquadram-se na situação das demais. Precisam que lhes anunciemos o Evangelho da graça, que é poder (dinamite, no Grego) para salvação de todo aquele que crê e de simplesmente orar por elas. Nem mais, nem menos. (Cf. Rom. 1:16; 1 Tim. 2:1-4).
- C.M.O.



