O Senhor Jesus teria usado o cabelo comprido?
O Senhor Jesus teria usado o cabelo comprido, como a maioria dos quadros retratam?
São muitos os que hoje usam cabelo comprido. Este costume parece ter tido o seu início nos tempos modernos com determinados grupos como os Beatles e outros. O movimento hippie, que se espalhou como uma praga, adoptou o cabelo comprido como costume para os homens. Seitas religiosas de tipo hippie também enveredaram pelo uso do cabelo comprido. Infelizmente muitos homens e rapazes que não são hippies também começaram a usar assim o seu cabelo. Muitos procuram justificar o cabelo comprido dizendo que o Senhor Jesus também o usou. É tempo de clarificar as coisas.
Muitos quadros recentemente concebidos por artistas, retratam o Senhor Jesus com cabelo comprido. Estão errados.
Os arqueólogos objectam os quadros convencionais de Cristo por não serem fieis à história. O pintor alemão L. Fahrenkrog, diz: «É claro que Cristo nunca usou barba e o seu cabelo era indubitavelmente de corte curto. Temos disso provas históricas. As representações mais antigas, que remontam aos Cristãos do século primeiro, e que se encontram principalmente nas catacumbas de Roma, retratam-NO, todas, sem barba. Todos os quadros que representam Cristo, pelo menos entre o século primeiro e quarto, e até mesmo posteriormente, são deste tipo».
Mesmo de Leonardo da Vinci e de Miguel Angelo temos quadros de Cristo sobre o juízo final em concordância com as representações mais antigas.
Em Junho de 1971 o jornal «Tomorrow's Worid» (O Mundo de Amanha) publicou um artigo intitulado - Jesus Usava cabelo Comprido? O artigo estava ilustrado com bustos autênticos do antigo mundo de líderes do Império Romano, que provam que o cabelo curto era a moda aceite na Judeia ocupada por Roma.
Os bustos do General Pompeio, Júlio César, César Augusto, Imperador Trajano, e Rei Herodes Agripa, mostram todos que a moda era o cabelo cortado. O artigo dizia assim:
«Por exemplo, nas páginas 126-127 da obra de Avi-Yonah's (A História da Terra Santa) encontram-se bustos de Pompeio, Augusto e de alguém mais que se crê ser de Herodes - todos com o cabelo curto. Todas as estátuas e esculturas de legionários mostram-nos igualmente com um corte de cabelo curto. Um Romano com o cabelo comprido era uma excentricidade - costumava ser assim para os homens na nossa sociedade. De facto, todos os Imperadores Romanos antes, durante e depois da era de Cristo, de Júlio César a Trajano, usavam cabelo curto. E o imperador era quem estabelecia o estilo e a moda em todo o império».
Nós achamos que não é Bíblico pendurar quadros do Senhor Jesus Cristo nas instalações da Igreja ou em casa. Muitos quadros populares do Senhor Jesus foram pintados relativamente há muito pouco tempo e têm perpetuado a ideia Satânica de que o Senhor usava cabelo comprido.
«Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o varão ter cabelo crescido?» (I Coríntios 11.14).
O Senhor Jesus não era um Nazireu! De acordo com Números 6.1-27, um Nazireu usava cabelo comprido. O Senhor Jesus era um Nazareno; não um Nazireu. Apesar de na língua portuguesa as duas palavras parecerem semelhantes, são totalmente diferentes quanto ao seu significado e expressão na língua original da Bíblia. Um Nazareno tratava-se de alguém que vivia em Nazaré, segundo Mateus 2.23. Um Nazireu era alguém que fazia o voto de Nazireado, segundo Números 6.
O voto de Nazireado era normalmente temporário (Sansão e Samuel parece terem sido excepções, pois o voto deles foi para toda a vida. (Veja I Samuel 1.11 e Juizes 13.5; 16.17).
O voto de Nazireado era um voto de separação. Três coisas eram proibidas enquanto se estivesse sob o voto. (l) «de vinho e de bebida forte se apartará: vinagre de vinho, ou vinagre de bebida forte não beberá; nem beberá alguma beberagem de uvas; nem uvas frescas nem secas comerá» (Números 6.3). (2) Não podia cortar o cabelo (Números 6.5). (3) não podia tocar, nem mesmo aproximar-se de um cadáver (Números 6.6-9).
Um Nazireu não podia usar qualquer beberagem de uvas. Ora se o Senhor Jesus tivesse sido um Nazireu não podia ter instituído a Ceia do Senhor, pois nela Ele usou o vinho.
Se Ele tivesse sido um nazireu, não podia ter tocado o «esquife» (caixão aberto) do jovem defunto, em Lucas 7.11-18.
Se Ele tivesse sido um Nazireu, duvidaríamos que o Espírito Santo levasse Paulo a escrever que é desonra para o varão ter cabelo crescido (I Coríntíos 11.14).
Se Ele tivesse sido Nazireu, Judas não teria tido necessidade de identificá-LO no jardim do Getsemâni, visto que o Senhor teria sido o único ali a usar cabelo crescido. Nas Escrituras Neotestamentárias tudo parece indicar que o Senhor Jesus se assemelhava muito aos homens Judeus do Seu tempo. Cremos que se a Sua aparência tivesse alguma diferença radical a Bíblia mencioná-lo-ia.
«Ou não vos ensina a mesma natureza», que um homem deve usar cabelo curto e uma mulher cabelo comprido? EU NUNCA VI UMA MULHER CARECA, mas tenho visto muitos homens carecas. São muito, muito poucas as mulheres que se tornam carecas, e as que assim ficam têm o cuidado de o ocultar com uma cabeleira postiça. É claro que e a «natureza» que assim ensina.
A Bíblia indica claramente que o cabelo dum homem deve ser curto, e que o cabelo duma mulher deve ser comprido. Deve haver uma distinção clara entre o cabelo dum homem e duma mulher. Muitos textos bíblicos mostram que o cabelo duma mulher deve ou deveria ser comprido. (Veja Lucas 7.38,44; João 11.2; I Ped. 3.3; I Tim. 2.9 e muitas outras). Por outro lado as Escrituras indicam exactamente o oposto para os homem. Para além dos Nazireus mencionados nas Escrituras Velho testamentárias, nós só nos lembramos dum homem que a Bíblia nos diga ter usado cabelo crescido - Absalão, o filho rebelde e iníquo de David.
As palavras acima transcritas foram escritas por Paulo e foram inspiradas por Deus. Por conseguinte devemos aceitar o que Deus diz, e não andarmos segundo as modas. Para o crente a Bíblia é a palavra final, não um quadro ou a tradição popular.
Em contraste com as práticas dum paganismo rude, onde o cabelo crescido prevalecia, esta passagem revela que entre as civilizações civilizadas o bom gosto manifestava-se a favor do cabelo curto para os homens e o cabelo comprido para as mulheres. O cabelo comprido entre os homens é aqui reprovado, como sendo um sinal de efeminação e desonra para eles. O cabelo da mulher é uma cobertura, ou véu, natural; usá-lo comprido é uma glória para ela; porém, para o homem, ter cabelo comprido é sinal de debilidade e efeminação.
«É desonra para o varão ter cabelo crescido». A palavra Grega "ATIMA", que é traduzida por "desonra" nas nossas Bíblias, trata-se dum termo que quer dizer "vergonha". Essa palavra transmite a ideia de "nojeira".
Atima, significa desonra, ignomínia, vergonha, I Cor. 11.14; I Cor. 15.43, (estado imundo, vergonhoso, chocante, dum corpo morto); concupiscências baixas e paixões vis, Rom. 12.6.
Poderia ser mais claro? A "desonra, vergonha" (atima) do cabelo comprido é usado em relação aos cadáveres imundos, putrefactos. Em Romanos l .26, "atima" é traduzido por "infame", ou seja, "abjecto, asqueroso, execrável, bandalho, imundo, sujo, vil". Leiamos esse versículo cuidadosamente.
«Pelo que Deus os abandonou às paixões infames porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram na sua sensualidade, uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza, e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E como eles se são importaram de ter conhecimento de Deus, assim DEUS OS ENTREGOU A UM SENTIMENTO PERVERSO, para fazerem coisas que não convêm» (Romanos 1.26-28).
Deus associa assim a "DESONRA" do cabelo comprido com as "paixões infames" dos sodomitas e homossexuais. A nossa geração tem sido permissiva na aceitação do cabelo comprido entre os homens, e está a legalizar e a popularizar a homossexualidade. Já há igrejas homossexuais e igrejas que os aceitam com alegria como membros. O cabelo comprido e a homossexualidade nem sempre andam juntos, mas são muito compatíveis. Ambos representam uma revolta contra a natureza dada por Deus, e contra a Sua Palavra preciosa.
Deixemos que o subversivo radical Jerry Rubin responda através do seu livro, "Fá-lo". "Os jovens identificam o cabelo curto com autoridade, disciplina, infelicidade, maçada, rigidez de vida odiosa - e, o cabelo comprido com o deixa andar ... O cabelo comprido é o começo da nossa libertação da opressão sexual que constitui a base de toda a sociedade militar".
Os pais que permitem que um filho deixe crescer o cabelo, e o use crescido, contribuem para a rebelião contra Deus. Podem ter a certeza que será um passo seguro para perder o controlo dele. Os pregadores e as assembleias que comprometerem esta verdade, esperando com isso alcançar mais jovens, estão de facto a combater contra Deus. Ergamo-nos, custe o que custar!
Nós cremos que os jovens crentes, sendo-lhes ensinada a verdade, quererão usar o seu cabelo curto. Os crentes "informados não quererão ser identificados com a "DESONRA" ou a revolta revolucionária que o cabelo comprido simboliza.



