A passagem que fala das mulheres se cobrirem com VÉU, será meramente cultural?

veu.jpg     Alguém escreveu recentemente o seguinte comentário:

     “Creio que 1 Coríntios capítulo 11 versículos 1 a 16 é uma passagem de conjuntura cultural e não é necessariamente relevante para muitas culturas hoje.”

     Ao responder a este ponto de vista que alguns têm destes versículos vale a pena referir as quatro coisas “intemporais” claramente evidentes na passagem, nomeadamente:
1.  Autoridade - ‘Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o varão, e o varão a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo’, v. 3. O que está referido neste versículo é a ordem das “autoridades”. O termo ‘cabeça’ transmite a ideia metafórica de autoridade, ordem ou preeminência em relacionamentos, não necessariamente de superioridade, mas de prioridade na função. É claramente evidente – não pode ser de outra forma – que Deus ainda é a cabeça de Cristo. Esta declaração é intemporal e não apenas para os destinatários ou a geração a quem foi escrita em primeira mão. Por conseguinte o resto do versículo também só pode ser intemporal. Dizer algo diferente só torna o versículo sem significado.

2. Criação - ‘Porque o varão não provém da mulher, mas a mulher do varão. Porque também o varão não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do varão’, vv. 8-9. A ordem da criação não pode ser mudada, por conseguinte é intemporal, e portanto relevante para todas as épocas e culturas.

3. Anjos - ‘Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos’, v. 10. Pode ser formulada a questão, ‘Os anjos só observavam os crentes reunidos em Corinto?’ A resposta, com suporte amplamente bíblico, certamente tem de ser que eles têm continuado a observar o que está a ser praticado em todas as igrejas locais ao longo dos séculos, nomeadamente nas igrejas dos nossos dias. A acção dos anjos é intemporal.

4. Natureza - ‘Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o varão ter cabelo crescido?’, v. 14. O Espírito Santo esboça aqui a ordem da natureza de forma tão clara que esta ordem não pode ser algo que se restrinja culturalmente. Tem de ser algo intemporal aplicável a todas as eras. 

     Por conseguinte, por estas quatro coisas intemporais entendemos que esta passagem tem de se aplicar às igrejas hoje, como o foi quando foi escrita originalmente. Este texto bíblico  não pode ser descartado como se fosse meramente “cultural”, ou “geográfico”, aplicando-o apenas aos santos em Corinto. Na verdade a declaração do versículo 16, “Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus”, mostra claramente que a verdade ensinada, se aplicava a todas as igrejas locais então existentes e era algo que o apóstolo defendia como uma prática contínua para todos os tempos.

     Há claramente Escrituras onde a cultura está envolvida e em que temos a opção de substituir pelas nossas próprias práticas o que ali e então se efectuava. Por exemplo, “Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo”, 2 Cor. 13:12. Em Portugal a forma usual de saudação entre homens, é com um aperto de mão e não com beijos. Nesta passagem das Escrituras então não há nenhum princípio fundamental de doutrina em jogo e nós podemos escolher diferir do costume ali praticado aceitando que se trata de algo que pode ser culturalmente adaptado.

     Alguns descartam estes versículos em 1 Coríntios 11 considerando-os não fundamentais e portanto como algo com que não temos necessidade de nos preocupar. Todavia poderá haver algo mais fundamental do que a nossa sujeição em amor ao Senhor Jesus e a nossa obediência à Sua Palavra? Estes assuntos têm a ver com a honra, a glória e o lugar que o Senhor Jesus tem entre o Seu próprio povo e nós não podemos simplesmente descartá-los como sendo marginais, secundários ou de poucas consequências. Que privilégio é para nós, hoje, reunirmo-nos como crentes para demonstrarmos que Cristo é a Cabeça da igreja e portanto cobrirmos aquilo que é para a glória do homem, a fim de que apenas a Sua glória seja preeminente!

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