Como salvar um marido descrente

Em momentos de provação ela poderá precisar de dizer algumas vezes: “Perdoa-me, meu marido” e quando ele se acalma, ele reconhece quem era o culpado. As provações podem ser duras e muitas, mas, quando, afinal, ele se arrepender e, talvez à meia-noite, chame a esposa para orar com ele, e ela terá a satisfação de ter mantido o seu testemunho cristão. “Uma vida santificada conseguirá milagres”.

Ela deve ganhar o marido por abandonar todas as vaidades mundanas. “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestidos, mas o homem (ou a mulher) encoberto no coração”. Uma mulher que se preocupa com vaidades exteriores e não com Deus ou o seu marido, terá pouca influência com um ou outro. Se ela desmente a sua piedade pela vaidade, o marido fará o mesmo com os lábios. Se a mulher não abandona os ídolos dela, ele não abandonará os seus. O abandono das vaidades e jóias pode melindrar o orgulho dele, mas arguirá a sua consciência de acordo com a Palavra.

Não convém desagradar a Deus, para agradar ao marido. Deus precisa de ter a primazia. As vaidades são proibidas como meios de ganhar o marido para Cristo. Há mulheres que têm levado os maridos para a perdição pelo seu dispendioso orgulho e vaidade. Muitas têm ganho as jóias ou vestidos desejados, porém perderam o marido e a família. A humildade é o caminho para Deus e para o coração do marido.
Ela pode ganhá-lo pelo adorno e formosura celestiais: um adorno que é precioso diante de Deus. Não é a ostentação da vaidade e orgulho que tem valor aos olhos de Deus e do marido, e também da própria consciência inteligente. Um espírito sereno e radiante nas horas de provação terá mais valor para ganhar o marido do que o brilho das jóias e a beleza dos vestidos.

Sim, o semblante radiante e angélico do mártir Estevão ganhou o coração de Saulo, o principal dos pecadores. O enfeite de um espírito manso e quieto fê-lo. A mensagem é dirigida às esposas, as mulheres casadas. Deus não faz excepções. Um coração puro e incorruptível, ou um espírito manso e resignado, não necessitam de ouro ou jóias.

Se a esposa realmente ama a Cristo e a seu marido no seu coração, a sua vida diária altruísta convencerá o marido sem os enfeites exteriores. São o vosso semblante, palavras, feitos e atitudes que manifestam a realidade do vosso cristianismo e impressionam marido e crianças, e são agradáveis a Deus.

Pode ganhá-lo ao seguir o exemplo das mulheres piedosas da antiguidade. Os sinais de humildade, santidade e devoção a Deus e ao próximo são os mesmos em todos os tempos e lugares. Notemos: “porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos”. Aqui Pedro faz uma afirmação inclusiva: que as mulheres santas em todos os tempos têm se adornado com vestuário modesto, sem preocupação com vaidades.
As mulheres que confiam em Deus e obedecem à Sua Palavra são dignas da confiança dos maridos e de todas as demais pessoas. Nenhum marido jamais louvou a sua esposa pela sua vaidade ou orgulho, mas pela sua humildade, modéstia, pureza, amor e devoção.

Sara, a mãe modelo das Escrituras, apresenta-se-nos como padrão das verdadeiras esposas e mães que reverenciam e respeitam seus maridos e amam suas famílias. Uma esposa nunca poderá ganhar o seu marido para Cristo, dando-lhe o primeiro lugar; no entanto ele merece o segundo. Ela não precisa de abandonar a igreja ou de acompanhar o marido nos prazeres pecaminosos, mas, precisa de honrá-lo e respeitá-lo, se deseja ganhá-lo para Cristo.

Mediante a oração, e uma vida modesta, pura e santa ela impressionará o marido e os filhos, e essa impressão será duradoura até à eternidade, qualquer que seja o destino deles. Ela sendo fiel terá toda a probabilidade de os ganhar para Cristo.

Extraído de Biblioteca Evangélica.
Sétimo Livro: fascículo 12
Agosto de 1955

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