Casamento e lar (10)

Casamento, lar

 

     

III O casamento é o relacionamento humano mais íntimo

     Na poesia e nas canções, ao longo dos tempos, os homens fizeram muito do amor de mãe. No Dia das Mães, anualmente, são enviados milhões de cartões com versos amorosos, atribuindo à mãe todas as mais altas virtudes, todos os sentimentos mais ternos. Muitas vezes as pessoas dizem que “o melhor amigo que se pode ter é a mãe". Mas quero fazer sentir o coração de todo o leitor de que o relacionamento humano mais íntimo e precioso não é o de mãe e filho. É o relacionamento de marido e mulher.

     O amor da mãe é muito terno. É um milagre da misericórdia de Deus Ele dar a cada um de nós uma mãe amorosa. A minha mãe está no Céu desde antes de eu ter seis anos de idade, e nestes quarenta e tal anos senti falta dela com uma solidão indizível. Como almejo vê-la! Quão contente eu estou por ela me ter falado do Senhor, por ela me ter chamado de o seu “menino pregador”, por ela me ter entregue a Deus quando eu nasci e por ela me ter prometido, quando estava no leito de morte, que eu a encontraria no Céu! Agradeço a Deus pelos laços ternos entre mãe e filho.

     Porém, no final de contas, existem muitas limitações no relacionamento mãe-filho. Para começar, é maiormente unilateral. A mãe ama a criança quando o seu amor não pode ser adequadamente retribuído. A mãe dá; o filho recebe. Este relacionamento não é igual. Por um tempo, o coração da mãe fica frequentemente partido pelo facto de o filho se virar noutra direção, para outros, companheiros, amigos, e por último para uma companheira permanente. Como vê, o relacionamento mãe-filho tem a tendência para degenerar e de se tornar menos vinculativo. Os filhos saem de casa. O laço do amor de mãe não consegue segurar o filho, que aprende a amar uma rapariga e querer  casar com ela. Como vê, o amor de mãe tem a sua limitação humana. Apesar de ser grande e doce, o relacionamento mãe-filho não é o mais íntimo, nem o mais precioso, nem o mais abençoado.

     Muitas vezes, o amor materno é realmente egoísta. Muitas vezes, o amor da mãe retém para si a vida jovem que deveria ser gasta no mundo. Rapazes e raparigas têm muitas vezes que sair de casa e ir para o mundo a fim de encontrar outros deveres, outros lares, outros companheiros e parceiros. Essa é a lei ordenada por Deus. O amor de mãe muitas vezes lamenta-o, pois as mães são meramente humanas ao fim e ao cabo, e o amor de mãe está circunscrito por muitos motivos e desejos egoístas e por uma visão limitada, nesta questão. O amor de mãe não é o maior amor. O relacionamento mãe-filho não é o mais doce, nem o relacionamento mais íntimo e o mais abençoado.

     Quão forte é o amor de alguns irmãos! Pare e pense nos irmãos que conhece que têm estado muito  próximos uns dos outros. Às vezes é um irmão e uma irmã que estão intimamente unidos, especialmente sendo verdade com os que são gémeos. Por vezes existe uma profunda afinidade de mente e coração entre amigos. Pense em David e Jónatas, nos lendários Damão e Pítias. Mas a amizade entre irmão e irmão não é a mais próxima; não é o laço humano mais estreito. O relacionamento entre amigos não é o mais chegado, nem o mais íntimo, nem o mais precioso.

     Nesta matéria, existem certas reticências necessárias e inevitáveis ​​entre pessoas do mesmo sexo. Os amigos mais íntimos não discutem certas coisas à vontade. Estes laços não são os mais próximos. Estes amores não são os mais profundos. Estas amizades não são as mais completas.

     Não, o relacionamento humano mais íntimo é o de marido e mulher. O amor mais querido é o de marido pela sua esposa e de esposa pelo seu marido. Penso que, de modo apropriado, como ilustram as Escrituras, um homem deve ter uma personalidade mais forte e, portanto, ser capaz de um amor mais rico e profundo do que a esposa. Quero com isto dizer que um marido representa Cristo e deveria amar a sua esposa “como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo se entregou por ela” (Efé. 5:25). E a esposa deve amar o marido, pois a igreja deve amar a Cristo e deve estar sujeita a Ele. De qualquer forma, a Escritura diz que a esposa é “o vaso mais fraco” (1 Pedro 3:7). Seja como for, o relacionamento entre marido e mulher deve ser o mais íntimo, o mais precioso, o mais querido e o melhor de toda a experiência humana.

     Quando Deus criou Adão e Eva e os uniu, e deu Eva a Adão como noiva, a Escritura diz-nos então que “ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.” (Génesis 2:25). Isso indica quão íntimo é o relacionamento de marido e mulher. O seu relacionamento deve e pode ser, se ambos forem totalmente devotados um ao outro, se estiverem tão completamente rendidos ao casamento e ao lar como devem; o seu relacionamento pode ser a amizade mais terna e bela, sem intimidades negadas, sem embaraços, constrangimentos ou inconvenientes que se sobreponham à perfeita unidade de mente e do coração.

     O amor e a intimidade matrimonial são tão grandes que as Escrituras dizem que “serão dois numa só carne”.

     O coito de um homem e uma mulher é tão íntimo que certamente qualquer homem com alguma decência e qualquer mulher sensata, podem ver que tal é apropriado apenas para pessoas unidas para toda a vida e que se entregaram totalmente uma à outra.

- John Rice
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(Continua)

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