Casamento e lar (3)

Casamento, lar

 

     

I. O casamento é ordenado por Deus (continuação)

     O casamento é de Deus, uma instituição divina. Quem fala em “santo matrimónio” fala bem, pois o matrimónio é santo.

     O casamento é a instituição humana mais antiga. Podemos ler os arquivos empoeirados da história e encontrar antigos governos humanos, mas eles não começaram no Jardim do Éden. Só depois do dilúvio Deus instituiu o governo humano e responsabilizou os homens pela aplicação da lei. O governo humano não é tão antigo quanto o casamento.

     A igreja, congregações de crentes, remonta aos tempos de Cristo; a nação judaica como um povo separado com formas de adoração dadas por Deus remonta muito além disso, ao monte Sinai; mas a adoração pública, a organização da igreja e o culto - estes não são tão antigos quanto o casamento. Nem a igreja nem o governo humano (ambos dados por Deus) são tão antigos quanto a instituição sagrada do casamento que Deus deu no Jardim do Éden.

     Como é notável o facto do casamento ter sido concebido para homens e mulheres perfeitos! Adão nunca tinha pecado quando Deus lhe fez uma esposa porque, Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só”. Mesmo pessoas perfeitas e sem pecado, pessoas santas, tão virtuosas e boas com quem o próprio Deus podia passear com elas no jardim e conversar com elas intimamente e deliciar-se com a sua doce e santa comunhão, mesmo seres assim, santos e impecáveis como Adão e Eva estavam no Jardim do Éden, ainda achavam o casamento correto, próprio e útil. Os  que dizem coisas infamantes sobre o casamento e sobre a relação entre marido e mulher são pessoas ímpias e tolas que desconsideram o caráter sagrado do casamento. Não é de admirar que Deus nos diga através da epístola aos Hebreus que “Venerado seja entre todos o matrimónio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará” (Heb. 13:4).

     Alguns livros sobre sociologia ensinados em escolas e faculdades ensinam que o casamento é um produto da evolução. Eles contam histórias fantásticas de algum tempo antes do início da história, quando o casamento veio lentamente à existência. (Então, é assim que esses que odeiam a Deus nos querem fazer pensar que homens e mulheres eram apenas meio humanos e meio macacos.) Esses negadores da Bíblia dizem que originalmente os homens e as mulheres viviam conjuntamente em tribos errantes, vivendo promiscuamente sem qualquer postura de acasalamento de homem e mulher de forma honesta e permanente. Mas é significativo que tudo isso seja uma invenção, sem um único pingo de evidência. Ninguém tem nenhum relato histórico de tal época ou lugar onde não houvesse casamento como é conhecido hoje. Aqueles que acreditam que o casamento é um produto da evolução pensam assim apenas porque querem pensar assim. Eles pensam assim sem provas. Eles pensam assim sem justificação. A verdadeira razão porque essas pessoas acreditam que o casamento é um produto da evolução é porque elas odeiam a Bíblia e odeiam  a Deus e não querem acreditar que o casamento seja uma instituição que o próprio Deus deu de acordo com a Bíblia. Eles não querem um casamento bíblico vinculativo. Eles não querem prestar contas a Deus. Eles não querem arrepender-se dos seus pecados. Então eles inventam uma história fantástica e tentam torná-la plausível, a fim de reforçar a doutrina tola e imaginária da evolução. Eles deliberadamente querem deixar Deus de fora dos seus planos, e assim bem gostariam de acreditar que o casamento não é de Deus, mas é simplesmente o resultado da evolução.

     Algumas pessoas, na verdade, não querem ficar vinculadas pelos votos do casamento. Elas querem um divórcio fácil quando a concupiscência fica de alguma forma satisfeita, quando o fogo da paixão se esgota. Eles não querem considerar o casamento uma responsabilidade. Eles não querem obedecer às leis de Deus. Eles não querem aceitar as responsabilidades dos filhos. Eles defendem o controlo da natalidade, ou uma mera união, ou o divórcio fácil. Mas a verdade simples é que nem um pingo de evidência na história indica que houve um tempo em que os homens não conhecessem o casamento como o temos hoje, nos melhores casos, a união de um homem e uma mulher, unidos por obrigações solenes numa instituição santa.

     É verdade que, porque homens e mulheres são pecadores, eles nem sempre cumpriram os seus próprios ideais e as suas próprias conceções do que é verdadeiro e apropriado no casamento. Mas o casamento como instituição durou desde o primeiro homem e a primeira mulher até agora. Durará até que a humanidade nesta carne não viva mais neste planeta.

     Quão tolo é acreditar que houve um tempo em que os homens não eram tão sensatos quanto alguns animais são hoje! Muitas bestas acasalam por toda a vida, em algo como um verdadeiro casamento. Dizem que os leões acasalam por toda a vida. Alguns tipos de pássaros acasalam por toda a vida. Parece haver uma verdadeira afeição, um verdadeiro senso de responsabilidade, um instinto de acasalamento permanente,

     Se isso é verdade entre alguns dos animais superiores, quanto mais é verdade que o próprio Deus tenha ordenado o casamento à humanidade. É uma instituição santa, divina. Não temos o direito de mudar as leis de Deus sobre o casamento. Ninguém pode desobedecer-lhes sem provocar feridas perigosas e danosas a si e à sociedade.

     Houve sempre perversões no casamento. Houve casos de poligamia. Houve momentos de grandes trevas e iniquidade espirituais em não se observar as leis de Deus sobre o casamento, bem como sobre outros assuntos da moralidade. Mas a humanidade foi feita para o casamento, e o casamento foi feito para a humanidade, pelo plano de um Deus infinitamente amoroso e sábio.

- John Rice
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(Continua)

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