A correção e disciplina dos filhos como a Bíblia ensina (5)

Castigo, uma Necessidade e um Formador Adequado do Caráter
O castigo corporal é realmente necessário para uma criança? Não haverá outros métodos mais modernos e mais eficazes? Não é isso que a Palavra de Deus ensina. Por vezes, outros castigos podem ser eficazes, e certamente existem outros elementos essenciais para a educação adequada dos filhos; mas o açoite tem um lugar distinto, sendo ordenado por Deus, na disciplina e no desenvolvimento das crianças.
Provérbios 20:30 (TB) diz: “Os açoites que ferem purificam o mal; e as feridas alcançam o mais íntimo do corpo”. Os açoites limpam o mal do caráter, o interior, diz este texto bíblico.
Feliz é a criança que aprende muito cedo na vida que o pecado traz problemas! Quem recebe sã punição pelo pecado aprenderá a temer o pecado e depois a odiá-lo. “Os açoites que ferem purificam o mal; e as feridas alcançam o mais íntimo do corpo”. É isto que diz a Palavra de Deus.
Certamente, então, às vezes o castigo deve ser tão vigoroso que deixa marcas na criança. Lembro-me comoventemente da primeira vez que uma das minhas filhas era tão teimosa que tive que açoitá-la duas ou três vezes por causa da mesma coisa, e eu fui tão enérgico que os meus dedos ficaram marcados no seu corpo. A amada mas obstinada criança rendeu-se ao inevitável, desistiu da sua vontade sobre o assunto e foi sossegadamente para a cama, quando vi as marcas. A visão despedaçou-me o coração. Retirei-me para um lugar solitário, onde chorei e orei. Eu não conhecia outra maneira além do açoite vigoroso para obter os resultados adequados, e tinha a certeza de que tinha agido corretamente. No entanto, as marcas naquele pequeno corpinho, tão precioso, deixaram-me ferido de dor. Lembro-me bem de que orei algo assim: “Pai Celestial, não disfarço saber muito sobre como criar filhos. Só sei o que dizes na Tua Palavra, e vou tentar cumpri-lo. Agora, oh, meu Pai Celestial, faz com que os resultados abençoados que prometeste surjam. Faz com que as minhas meninas sejam boas meninas!” E eu confirmo o registo do querido Senhor de que Ele cumpriu a Sua Palavra no que diz respeito às minhas amadas filhas. Benditos e santos resultados no caráter podem advir de um são açoite dado em nome de Jesus, porque é correto no castigo do pecado e garante a obediência.
Este ensino de que a disciplina, a correção, a punição, sempre que necessário, conduz à moralidade e ao bom caráter é ensinado mais adiante em Provérbios 29:15. É-nos dito ali: “A vara e a repreensão dão sabedoria; mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe”. Quem é corrigido e mantido sob controlo pelo seu pai e a sua mãe aprenderá a controlar-se. Quem é devidamente refreado e instruído quando criança aprenderá a se refrear. Quem aprendeu apropriadamente a apreciar a autoridade no lar e a submeter-se a ela, achará normal submeter-se à autoridade da escola e à autoridade do governo e à autoridade de Deus. O verdadeiro caráter desenvolve-se pela educação rigorosa e cuidadosa de pais piedosos que creem no que a Palavra de Deus diz: “A vara e a repreensão dão sabedoria”.
Em Provérbios 29:17, a mesma verdade é reafirmada. “Castiga teu filho, e te fará descansará; e dará delícias à tua alma.” O pai que castiga, corrige o seu filho mais tarde sentirá orgulho e alegria no filho crescido que assim terá aprendido a controlar-se a si mesmo.
Estas Escrituras concordam que a correção das crianças, quando feita de maneira consistente e em espírito de oração, refreará o temperamento quente da juventude, ensinará os pequenos pés a andar na senda da moralidade e da justiça, e que o caráter assim desenvolvido será tema de orgulho e alegria para os pais e mães que amam a Deus e a justiça o suficiente para criar os seus filhos de acordo com as Escrituras.
O Almirante Dewey, o herói de Manila na guerra Hispano-Americana, diz-nos que uns bons açoites impediram-no de se tornar num criminoso. Um fazendeiro de Indiana, em 1898, publicou a seguinte história notável, contando como o garoto que mais tarde se tornou Almirante Dewey, o herói de Manila na guerra Hispano-Americana, um valentão sem princípios quando menino, rumava para uma vida de crime e foi salvo para a sociedade por uns genuínos açoites. O açoite foi dado por Z. K. Pangborn, Major na Guerra Civil e mais tarde congressista. A história é a seguinte:
“O major Z. K. Pangborn, de Jersey City, o único homem que açoitou o Almirante George Dewey, foi nomeado para o Congresso há uns dias pelos Republicanos do distrito do condado de Hudson, Nova Jersey. O major Pangborn açoitou Dewey quando este era seu aluno numa escola rural perto de Montpelier, Vermont, há meio século atrás.
“Quando Dewey era um rapazola, Pangborn, segundo a sua história, recém-saído da universidade, assumiu a administração de uma escola distrital em Montpelier. A escola tinha estado em rebelião, e Dewey era o líder da brigada anti-professor. Vários professores haviam sido transferidos e um deles ficou com a cabeça pisada num amontoado de neve. Em Montpelier, dizia-se que ninguém podia governar aquela escola. Quando Pangborn apareceu no primeiro dia, notou Dewey no alto de uma árvore a atirar pedras a garotos pequenos.
“’Pára já com isso', disse o professor autoritariamente.’ ‘Vá para o Inferno!’ respondeu Dewey do seu poleiro.
“Pangborn arranjou um chicote de couro, que pendurou atrás da porta da sala de aulas e depois colocou várias mocas de boa nogueira no topo da pilha na velha caixa de madeira. No dia seguinte, Pangborn estava prestes a punir alguns alunos indisciplinados quando Dewey subiu para cima da sua secretária e disse:
“’Olhe aqui, professor, nós vamos dar-lhe a maior surra que alguma vez já teve.’
“’Para os vossos lugares. Sentem-se’, ordenou Pangborn.
“Dewey desferiu um murro com o seu punho direito, quase acertando perigosamente o maxilar de Pangborn. Instantaneamente o professor pegou no seu chicote, e Dewey levou várias vergastadas, contorcendo-se todo. Quando os outros rapazes tentaram lançar-se para socorrer Dewey, o professor pegou nos cacetes de nogueira, um em cada mão, atingindo os rapazes que o rodeavam com tanto vigor que eles fugiram, desatando a correr. Ele deu a Dewey uma valente tareia, e não demorou muito para o futuro conquistador das Filipinas estar a implorar misericórdia pela primeira e única vez na sua vida. E isso pôs fim à rebelião.
“Dewey e Pangborn tornaram-se amigos calorosos desde então. Dewey disse recentemente ao Major: ‘Nunca deixarei de lhe ser agradecido. Fez de mim um homem. Se não fosse a surra que me deu, eu provavelmente seria um recluso.’”
Muitos outros bons homens, como o Almirante Dewey, foram salvos da prisão por um bom açoite. Muitos outros estão na prisão, quando poderiam ter sido salvos para a sociedade como bons cidadãos, se tivessem sido disciplinados.
- John Rice
The Home (O Lar)
(Continua)
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