Um Guia Para a Piedade (XIX)
"Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, obrou em mim toda a concupiscência: porquanto sem a lei estava morto o pecado.
“E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri" (Rm.7:8-9).
“E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri" (Rm.7:8-9).
Até aqui Paulo esteve a falar sobre a Lei e o seu efeito sobre "nós" (vs.4,5,6) quando éramos ainda incrédulos. A mudança de Paulo, agora, para o pronome pessoal "eu" indica que está prestes tocar no ponto e a dar um testemunho pessoal com respeito ao seu relacionamento com a Lei depois de ele ter sido salvo.
Paulo "vivia sem a Lei", isto é, ele foi salvo e tornou-se espiritualmente vivo como todos nós nos tornamos, pela graça por meio da fé, sem as obras da Lei (Rm.3:20,28). A graça ensinou-o a negar a impiedade e as paixões mundanas, e a viver a sua vida "sóbria, justa e piamente" (Tt.2:11-12) e ele evitou o mal com todo o vigor e entusiasmo de um filho de Deus recentemente salvo.
Depois, como todos nós, ele pensou que a Lei o ajudaria a lidar melhor com o pecado. Mas "vindo o mandamento", isto é, quando ele introduziu a Lei na sua vida para tentar ajudá-lo com o pecado, ela teve o efeito oposto. Como ele se expressa: "vindo o mandamento, reviveu o pecado".
Vimos que a Lei incita o descrente a pecar e faz com que ele veja a sua necessidade de um Salvador. Mas a Lei tem o mesmo efeito no crente! Quando somos salvos, recebemos do Senhor uma nova natureza, mas não perdemos a velha natureza pecaminosa que quer pecar muito mais quando lhe é dito para não o fazer.
Então quando Paulo se colocou debaixo da Lei, a Lei continuou a fazer o que ela fazia antes de sermos salvos, dar movimento ao pecado e "reviveu o pecado". O pecado adormeceu quando Paulo foi salvo pela graça, mas, ele inadvertidamente o reviveu com a aplicação da Lei.
Como Paulo se expressa, o pecado aproveitou-se da Lei. Quando um orador público diz: "Eu gostaria de aproveitar esta ocasião para...", ele quer dizer que vai aproveitar a oportunidade para se dirigir a uma plateia com um propósito diferente daquele pelo qual eles se reuniram. Isto às vezes é feito por algumas celebridades quando recebem um prémio e aproveitam a grande audiência que a cerimónia tem nos media para fazer uma declaração política. No nosso texto, Paulo não introduziu a Lei na sua vida espiritual para operar nele "toda a sorte de concupiscência", mas a Lei aproveitou-se para fazer exactamente isso!
Quando Paulo foi salvo "sem a Lei, estava morto o pecado". Mas quando ele convidou a Lei a entrar na sua vida, o pecado reviveu e então mudou tudo. Ele "morreu", isto é, ele morreu a morte espiritual de que falámos anteriormente, em que a experiência cristã do crente murcha e morre. (Veja os comentários sobre Romanos 6:16.)
Paulo "vivia sem a Lei", isto é, ele foi salvo e tornou-se espiritualmente vivo como todos nós nos tornamos, pela graça por meio da fé, sem as obras da Lei (Rm.3:20,28). A graça ensinou-o a negar a impiedade e as paixões mundanas, e a viver a sua vida "sóbria, justa e piamente" (Tt.2:11-12) e ele evitou o mal com todo o vigor e entusiasmo de um filho de Deus recentemente salvo.
Depois, como todos nós, ele pensou que a Lei o ajudaria a lidar melhor com o pecado. Mas "vindo o mandamento", isto é, quando ele introduziu a Lei na sua vida para tentar ajudá-lo com o pecado, ela teve o efeito oposto. Como ele se expressa: "vindo o mandamento, reviveu o pecado".
Vimos que a Lei incita o descrente a pecar e faz com que ele veja a sua necessidade de um Salvador. Mas a Lei tem o mesmo efeito no crente! Quando somos salvos, recebemos do Senhor uma nova natureza, mas não perdemos a velha natureza pecaminosa que quer pecar muito mais quando lhe é dito para não o fazer.
Então quando Paulo se colocou debaixo da Lei, a Lei continuou a fazer o que ela fazia antes de sermos salvos, dar movimento ao pecado e "reviveu o pecado". O pecado adormeceu quando Paulo foi salvo pela graça, mas, ele inadvertidamente o reviveu com a aplicação da Lei.
Como Paulo se expressa, o pecado aproveitou-se da Lei. Quando um orador público diz: "Eu gostaria de aproveitar esta ocasião para...", ele quer dizer que vai aproveitar a oportunidade para se dirigir a uma plateia com um propósito diferente daquele pelo qual eles se reuniram. Isto às vezes é feito por algumas celebridades quando recebem um prémio e aproveitam a grande audiência que a cerimónia tem nos media para fazer uma declaração política. No nosso texto, Paulo não introduziu a Lei na sua vida espiritual para operar nele "toda a sorte de concupiscência", mas a Lei aproveitou-se para fazer exactamente isso!
Quando Paulo foi salvo "sem a Lei, estava morto o pecado". Mas quando ele convidou a Lei a entrar na sua vida, o pecado reviveu e então mudou tudo. Ele "morreu", isto é, ele morreu a morte espiritual de que falámos anteriormente, em que a experiência cristã do crente murcha e morre. (Veja os comentários sobre Romanos 6:16.)
- Ricky Kurth
(Continua)
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